Nova coordenadora da Cruz Vermelha visita Delegação da Maia

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A Delegação da Maia da Cruz Vermelha Portuguesa recebeu, no passado sábado, a visita oficial da coordenadora da Plataforma Regional de Emergência 1 (Norte). Ângela Cabral assumiu funções há relativamente pouco tempo e veio à Maia conhecer uma unidade que já conhecia enquanto voluntária na instituição.

De acordo com esta responsável, as novas directrizes da Cruz Vermelha abordam a emergência na sua totalidade, incluindo a emergência social “e não só a emergência pré-hospitalar”. Desta forma, a coordenadora passa então a estar ligada à zona Norte, que engloba cinco distritos – Bragança. Vila Real, Braga, Viana do Castelo e Porto. “Eu estou aqui para apoiar as delegações naquilo que for preciso”.

Ao todo Ângela Cabral terá à sua responsabilidade 71 delegações. “É a zona que mais delegações da Cruz Vermelha possui”. Reconhece que vai ser um trabalho árduo, no entanto, considera que se trata “de um privilégio e um desafio”. Acima de tudo, “foi a paixão da Cruz Vermelha que me moveu para aceitar este projecto e vamos com ele para a frente”, garante a coordenadora.

Segundo Ângela Cabral, a Cruz Vermelha, cada vez mais, vê o apoio à população não pensando só na emergência pré-hospitalar. Para além da área social, recorda, têm também o apoio à sobrevivência e à catástrofe. “Nós somos agentes da Protecção Civil, estamos numa terceira linha em termos de actuação – tem os bombeiros, tem o INEM, tem a própria Protecção Civil e nós vamo-nos basear, por exemplo, no grupo de apoio à sobrevivência que é, por exemplo, o alojamento temporário, as necessidades básicas que as pessoas necessitem”, enumera. Por isso, para além da emergência pré-hospitalar, têm também o apoio à sobrevivência e o apoio psicossocial, “que também é fundamental para as famílias que estejam numa situação vulnerável e que precisem de apoio também”, sublinha.

As novas directrizes alteraram também as designações. Por isso, os núcleos passam a ser delegações e as unidades de socorro, as ambulâncias que fazem o socorro e transporte dos doentes, agora designam-se por estrutura operacional de emergência. E desde a mudança é então a primeira vez que a coordenadora se deslocou à Maia. Como voluntária “eu era da parte de Matosinhos, portanto, já conhecia os colegas da Maia”.

A delegação da Maia aproveitou também a vinda da coordenadora para entregar as insígnias actualizadas aos seus elementos. Isto porque o corpo operacional muda também de designação. Na altura eram socorristas de segunda ou de terceira mas agora são técnicos de emergência. “É a emergência no seu todo”.

Isabel Fernandes Moreira