Novo quartel para os Bombeiros de Moreira é ambição para os vindouros

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Bombeiros de Moreira da Maia
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A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Moreira foi fundada em 1926 e apresenta atualmente uma estrutura que abrange 110 funcionários. Os Bombeiros possuem o quartel sede na freguesia de Moreira, mas também têm polos de proximidade nas freguesias de Nogueira e de Águas Santas.

A instituição é liderada desde 2010 pelo presidente Rocha Nunes. Uma frota de 44 viaturas, um quartel construído em 1986, recursos humanos que é preciso gerir com rigor, num orçamento de cerca de 2 milhões de euros anuais – são preocupações do dia a dia.

Rocha Nunes tem vindo a realizar obras no quartel-sede, afirmando que uma das intervenções de que se orgulha é o espaço dos balneários / casas de banho: “modernizada e com toda a dignidade para os bombeiros”. Até ao final do mandato, em 2017, Rocha Nunes quer terminar o edifício anexo ao quartel, iniciado pelo antecessor, e para onde deverá ser transferido o serviço de secretaria.

Um novo quartel é uma ambição, mas deverá ficar, diz Rocha Nunes, para “outros dirigentes vindouros”. No entanto, adianta que pretende deixar pronto um projeto para uma futura candidatura a nova fase de financiamentos comunitários. O projeto terá que ter o apoio da Câmara Municipal. Rocha Nunes refere que, de resto, “é uma das entidades que sempre tem estado do nosso lado e concede-nos um subsídio anual de 120 mil euros”.

No desafio do transporte de doentes oncológicos

Além do subsídio da autarquia e do Serviço Nacional de Proteção Civil, os Bombeiros da Maia têm que encontrar outras fontes de receita, o que acontece através do transporte de doentes. A associação tem um protocolo com o Ministério da Saúde para o transporte clínico, mas não chega. Assim, procurou alternativas e, em junho deste ano, assinou contrato, após participar em concurso público, com o IPO do Porto para o transporte de doentes oncológicos nos próximos três anos (com possibilidade de se estender por mais dois anos sem abertura de concurso). Esta medida permitiu aos Bombeiros de Moreira aumentar o transporte em 50 doentes por dia. Tem 17 viaturas destinadas ao transporte clínico na globalidade.

Emergência no Aeroporto Sá Carneiro

Outro financiamento dos Bombeiros advêm do protocolo de prestação de serviços estabelecido há 10 anos com a ANA – Aeroportos de Portugal/Aeroporto Sá Carneiro. São 51 pessoas desta corporação que fazem funcionar o serviço de emergência e socorro que o aeroporto é obrigado a ter em permanência 24 horas por dia. Dos cinco turnos existentes no aeroporto, quatro são assegurados pelos profissionais dos Bombeiros de Moreira, que detêm uma especialização diferenciada, na maioria através de um curso em Inglaterra.

Para o funcionamento normal da instituição, que já conta com mais de 6300 sócios, é fundamental o bom relacionamento entre a direção e o comandante. É o que acontece nesta instituição. Manuel Carvalho é comandante há 15 anos e dirige um corpo ativo de 126 elementos (alguns assalariados) e cerca de 60 na reserva. Tem ainda sob a sua responsabilidade o socorro a uma população de cerca de 110 mil habitantes na Maia (todo concelho com exceção de Pedrouços).

Em 8 mil emergências por ano, Manuel Carvalho refere que cerca de 92% das saídas são respeitantes a emergências saúde, sendo apenas 8% referentes a incêndios ou prevenções específicas.

Bombeiros de Moreira da Maia

Prevenção trouxe controlo de incêndios na Maia

No combate a incêndios, o verão na Maia tem sido moderado, até porque Manuel Carvalho lembra que “foi feito nos últimos anos, em conjunto com a Câmara, um trabalho importante de prevenção”,  com construção estratégica de caminhos e desbaste de terrenos, “colocando a área florestal mais densa do concelho em cantões, de maneira a poder travar eventuais fogos”. Por outro lado, o corpo de voluntários do serviço municipal da Proteção Civil “ajuda muito no trabalho na prevenção e, depois, com o rescaldo”. Também os bombeiros fazem um patrulhamento diário intenso, de acordo com Manuel Carvalho, “com duas viaturas no terreno para que sejam detetados os incêndios, combatidos em força no início e assim evitar grandes fogos”.
Para garantir a continuidade do corpo de voluntários, Manuel Carvalho aponta como muito importante o investimento que a direção aceitou realizar nas escolas, sendo que a corporação já tem 48 infantes, 30 cadetes, 20 estagiários. “Está aqui o nosso futuro”, afirmou Manuel Carvalho.

Funcionários da Associação Humanitária

  • Quartel-sede: 42
  • Polo de Nogueira: 8
  • Polo de Águas Santas: 9
  • Aeroporto: 51

Viaturas

  • 9 ambulâncias de emergência (ABSC)
  • 14 ambulâncias de transporte múltiplo (ABTM)
  • 19 veículos de combate a incêndio: 6 Veículos Ligeiros (VLCI); 3 Veículos de Transporte de Água (VTTU); 4 Veículos Urbanos (VUCI); 1 Veículo Florestal (VFCI); 1 Veículo de Desencarceramento (VSAT); 1 Veículo de Comando (VCOT); 1 Veículo Escada; 1 Veículo Tanque Grande Capacidade (VTGC); 2Veículos para Operações Específicas (VOPE) + 2 viaturas por homologar (comprada e doada, respetivamente, na Alemanha e Suíça)
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