Número de casos positivos mantém-se em relação a ontem (763)

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Na Maia volta a registar-se uma estagnação do número de casos positivos. Desta vez mantém-se o número de infetados de ontem para hoje, sendo que o boletim da DGS volta a indicar 763 doentes nesta sexta-feira.

Nas últimas 24 horas Portugal registou mais 444 pessoas infetadas e 34 vítimas mortais com COVID-19, de acordo com o boletim epidemiológico diário da DGS.

O número de mortes subiu de 820 para 854 e o total de casos confirmados aumentou de 22.353 para 22.797. De ontem para hoje, 27 pessoas foram consideradas recuperadas, havendo agora 1.228 casos de recuperação no país.

O concelho da Maia, regista no boletim de hoje os mesmos 763 casos das últimas 24 horas, ou seja, hoje, não se registam novos casos. É é de registar o esforço de contenção da pandemia, que atingiu números elevados a exemplo do que passa na região Norte, em que o número de casos ascende a 13.707 (+325), e o número de mortos atinge 491 (+16).

Nos concelhos vizinhos de Trofa há 115 (+1) casos positivos e Santo Tirso tem 282 (+2). Valongo está com 655 infetados (+0) e Matosinhos atinge 934 (+5).

Os mais afetados pela covid19 são Porto e VN Gaia, com, respetivamente, 1103 positivos (+4) e 1163 (+2).

Portugal ultrapassou a barreira dos 300 mil testes

Face à polémica em torno dos ventiladores comprados no mercado chinês, o secretário de Estado da Saúde acredita que indicadores universais podem resolver o problema. Caso contrário, os profissionais vão ter formação. António Lacerda Sales informou também que Portugal ultrapassou a barreira dos 300 mil testes ao novo coronavírus.

Os administradores hospitalares estimam uma quebra da atividade programada nas cirurgias na ordem dos 60% a 70% e nas consultas externas entre os 50% e os 60%.

Ontem, o secretário de Estado da Saúde afirmou que o Ministério da Saúde está “a fazer um plano de recuperação” da atividade suspensa. Neste sentido, os hospitais apostam em videochamadas para responder à pandemia de COVID-19 e a consultas em atraso.

O presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, Luís Góis Pinheiro, confirmou que vai ser feita uma atualização da plataforma Tracecovid. A mortalidade na área da oncologia pode aumentar nos próximos anos devido ao adiamento de diagnósticos.

Portugal está a trabalhar numa aplicação móvel, que se junta aos vários projetos que em todo o mundo tentam criar formas de fazer o rastreio de contactos com COVID-19. Enquanto que a Comissão de Proteção de Dados abriu um inquérito às autarquias por violação de sigilo de doentes com COVID-19.

O presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, Ricardo Mexia, defendeu que o estado de emergência não deve ser levantado no início de maio se o cenário epidemiológico for idêntico ao atual.

Entretanto, a Associação pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto alertou a DGS para “pandemia de partos” agendados, denunciando um aumento de casos de grávidas a serem sujeitas a indução do trabalho de parto e a cesarianas sem indicação clínica devido à pandemia de COVID-19.