O doente mental e a comunidade

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O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Maia, com a colaboração do Serviço de Psiquiatria do Hospital de S. João (HSJ) e da Associação Nova Aurora na Reabilitação e Integração Psicossocial assinalam, no sábado, o Dia Mundial da Saúde Mental.

O primeiro Encontro de Psiquiatria Comunitária, a decorrer na Quinta da Caverneira, em Águas Santas, tem como tema “Para além dos muros do hospital..A Comunidade”.

Às 14h00, as portas abrem-se a profissionais de saúde, população e aqueles que em algum momento tenham contactado com os serviços que promovem o encontro. “Quem somos e o que fazemos” (15h00) e “A responsabilidade da comunidade na vida do doente psiquiátrico” (16h00) são os temas dos painéis de discussão. Depois, a directora do ACES Maia, Luísa Fontes, vai moderar a conferência “Objectivos estratégicos de uma Psiquiatria Comunitária”. Há ainda um momento de testemunhos de quem já teve algum problema de saúde mental, ultrapassado com o apoio de algum dos serviços acima referidos.

Sobre a abertura à comunidade, o presidente do Conselho Clínico da ACES–Grande Porto IV–Maia, Jesus Perez Sanchez, destaca a mais-valia de promover a integração do doente mental e combater a discriminação:

[audio:SAUDE_MENTAL.mp3]

Mas não há apenas debates nas comemorações de sábado. Em simultâneo, decorre uma exposição de desenho de Jorge Taxa, do Serviço de Psiquiatria do HSJ. E às 18h45 são divulgados os resultados do concurso de curtas metragens “As pessoas normais não têm nada de especial”. Um tema “bastante sugestivo”, considera Jesus Perez Sanchez, por colocar o doente mental num patamar superior à população dita “normal”. A iniciativa partiu do Serviço de Psiquiatria, dirigida a profissionais de saúde, pacientes e comunidade em geral.

Este ano, a Federação Mundial para a Saúde Mental elegeu como tema das comemorações “Saúde Mental nos Cuidados Primários: Melhoria do Tratamento e Promoção da Saúde Mental”.

Marta Costa