O leite não vem do supermercado, vem da vaca (vídeo)

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Cerca de quatro dezenas de alunos da Escola EB 1 de Arcos, em S. Pedro Fins, tiveram a oportunidade de visitar, esta quarta-feira, a exploração agro-pecuária Vale do Leandro. Uma iniciativa da recém-criada APROLEP – Associação dos Produtores de Leite de Portugal, e que tinha como objectivo explicar aos mais novos as origens do leite.

“Pretendemos dar a conhecer às crianças o circuito do leite – que são as vacas que o produz, o trabalho que isto dá e o funcionamento da produção de leite. Mostrar que o leite não é um produto que é feito numa fábrica e que depois é vendido num pacote nos supermercados”, explicou Jorge Oliveira da APROLEP Porto. Por outro lado, a associação, constituída em Março passado por jovens produtores de leite, pretende promover e incentivar o consumo do leite nacional. “As pessoas devem procurar o leite nacional, o que produzimos é de muito boa qualidade, somos certificados e cumprimos as exigências que nos são feitas para produzirmos um bom produto. Queremos mostrar às pessoas que o que é feito em Portugal é de muito boa qualidade”, garantiu Jorge Oliveira.

Nesta exploração os jovens visitantes ficaram a saber que já não são os homens que ordenham as vacas para tirar o leite e que as crias das vacas, os vitelinhos, não ficam durante muito tempo com as mães. Estas são substituídas por uma máquina denominada “mãe artificial” que alimenta as crias, a horas certas e em quantidades controladas. A ordenha é feita por robots. Já habituadas à rotina, as vacas sabem quando devem dirigir-se ao local onde se encontra um braço robotizado que efectua a ordenha. A vacaria está equipada com dois destes robots. É a única exploração da Península Ibérica com esta tecnologia. Por dia, produz 3500 litros de leite, o que corresponde a um milhão e 200 mil litros por ano. É a maior exploração agro-pecuária da Maia. E uma das principais produtoras de leite do Grande Porto.

“Gostei da parte em que estivemos a dar a comida às vacas e quando estavam a tirar o leite. Não sabia que era assim, mas a partir de agora já sei”, dizia a Bia, aluna do 4º ano da Escola EB 1 de Arcos. Não foi a única a ficar surpreendida com o que viu e como o leite chega à mesa de casa. “Alguns meninos dizem que o leite vem do supermercado, frequentemente. Pensam que começa e acaba no supermercado”, dizia a professora Luzia Oliveira. Para que percebessem que a realidade é outra, a visita foi inserida no projecto da escola ‘Á descoberta da nossa freguesia’.
No final, receberam uma t-shirt que apela ao consumo do leite nacional e provaram alguns derivados do leite, como o queijo, queijo fresco e queijo fundido.

Fernanda Alves