Obra do Parque Urbano de Moreira foi adjudicada

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imagem Angélica Santos
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O Parque Urbano de Moreira será construído no espaço público que integrava a antiga Quinta do Mosteiro, hoje no interior do quarteirão formado pela Av. Dr. José Vieira de Carvalho, Rua do Divino Salvador e Rua D. Maria da Conceição Mota Sotomayor. Trata-se de um investimento de 338 mil euros a concretizar em meio ano.

Esse espaço é atualmente ocupado por uma mata mista, desordenada, de árvores de folha persistente (pinheiros, eucaliptos, acácias, sobreiros) com árvores de folha caduca (carvalhos), com cerca de 2 hectares, por onde passa uma ribeira.

A Câmara da Maia justifica o investimento de 338 mil euros que vai realizar com “as funções importantíssimas que as zonas verdes desempenham no tecido urbano (produção de oxigénio e biomassa, fixação de dióxido de carbono, absorção de partículas em suspensão, aumento da infiltrabilidade das águas pluviais nos lençóis freáticos, preservação dos ecossistemas) e são, por isso, essenciais à sustentabilidade integral que a autarquia pretende para a Maia”.

O projeto de arquitetura paisagista, que vai ser concretizado naquele espaço, tem por principal objetivo implementar um parque urbano, que irá assegurar acessos pedonais entre as vias limítrofes e equipamentos (junta de freguesia e centro de saúde); integrar elevado número de elementos de recreio para crianças e jovens; e manter o carácter e a identidade do local preservando-se e valorizando-se a linha de água e a mata.

São ainda caraterísticas do projeto a eliminação de grande parte dos eucaliptos e acácias presentes no terreno (por serem espécies de baixo interesse ecológico); e a acentuação do carácter naturalista do local desenvolvendo-se uma mata com espécies pertencentes à fitoassociação do carvalhal do Noroeste de Portugal.

O projeto assenta igualmente no princípio de que as árvores e arbustos que se encontram atualmente presentes naquele espaço deverão ser preservados enquanto pertencentes a espécies autóctones e quando constituem exemplares de dimensão relevante; bem como abatidos quando em grande densidade ou situação de queda previsível ou ainda quando se apresenta em más condições fitossanitárias.

A madeira resultante dos abates das árvores e arbustos será mantida no local e reutilizada, nomeadamente para os equipamentos de recreio infantil e juvenil; tratamento da linha de água, com estabilização de margens e construção de açudes; e revestimento do solo.

A empreitada de construção do parque foi adjudicada pelo preço de 338 mil euros e deverá ser concluída no prazo de 6 meses.

imagem CMM
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