Obras para Parque Fluvial de Alvura já podem avançar

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imagem CMM
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A empreitada de construção do parque fluvial, nas margens do rio Leça, em Milheirós, foi adjudicada por 221 mil euros. A obra pode assim avançar em breve e deverá ser executada nos próximos 3 meses.

A margem esquerda do rio Leça, em Milheirós, junto à Ponte de Alvura vai receber a primeira fase do designado Parque Fluvial de Alvura. O Município da Maia aponta a como objetivo imediato da intervenção a reabilitação e consolidação das margens do rio Leça como espaço de fruição pública. Mas, ao mesmo tempo, “e não menos importante, estabelecerá os parâmetros a observar nas intervenções que se seguirão nas áreas ribeirinhas, no âmbito do projeto intermunicipal do Corredor Verde do Leça”, sublinha a autarquia em nota no site municipal.

Silva Tiago, presidente da Câmara da Maia, autarquia promotora da obra, lembra que “esta é uma ação que se replicará tanto quanto possível ao longo da margens do rio, não só porque obedece à estratégia municipal de adaptação às alterações climáticas, mas, também, porque é urgente devolver o Leça, com toda a sua riqueza ecológica e identitária, ao usufruto das populações.”

Mais acrescentou o edil que esta intervenção estender-se-á, numa segunda fase, à margem direita do rio, estando prevista a criação no local de uma ponte pedonal de ligação entre margens.

Concretamente, o projeto de intervenção do Parque Fluvial da Alvura contempla limpeza do leito do rio, o controlo de espécies de flora invasoras, a consolidação da galeria ripícola e a criação de corredores e refúgios ecológicos para espécies vulneráveis. Mas, também, a criação de caminhos pedonais, a instalação de mobiliário urbano e a colocação de painéis informativos e interpretativos que convidam o visitante a desfrutar e a envolver-se no espaço natural que o Parque pretende potenciar.

A área de intervenção, com cerca de um hectare, terá por objetivo também reduzir os riscos associados a fenómenos de cheias e inundações, aumentando a resiliência do ecossistema, através da aplicação de soluções estruturais de base natural.

«Para o efeito está prevista a construção, no parque, de bacias de retenção, com a capacidade projetada de 183 m3, que permitirão reduzir e controlar os efeitos de “cheia rápida”, comuns na bacia hidrográfica do Leça, e promover a adaptação a eventos de pluviosidade extrema. As bacias de retenção desenhadas permitirão captar não só a pluviosidade que ocorre no parque, mas também captar a escorrência superficial das zonas urbanizadas em redor», explica a Câmara Municipal.

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