Oferta de imóveis é “significativa”

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Quase não há prédio onde não existe, pelo menos, um imóvel para venda. As placas com a indicação “Vende-se”, “Arrenda-se” ou “Aluga-se” repetem-se. Sejam de imobiliárias ou particular.

A Maia não é excepção. Inclusive nos classificados dos jornais e nos diversos portais ligados ao sector imobiliário, onde é possível consultar a oferta de imóveis. São muitos os que estão disponíveis no concelho, sendo a maioria para venda. Mas também um número considerável de habitações para arrendar.

Há quatro meses no segundo mandato como presidente da Direcção Regional do Norte da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária em Portugal (APEMIP), Dinis Fraga confirma que o sector não escapa ao cenário de “uma preocupação grande por parte do tecido empresarial”, sendo necessário contornar esse contexto. E embora admitindo que a oferta de imóveis para venda na Maia – à semelhança do resto do país – “é significativa”, esclarece que não é apenas uma questão de quantidade:

[audio:DINIS.mp3]

Sobre a oferta de imóveis, Dinis Fraga salienta que são, na maioria, casas usadas, já que se tem assistido a uma desaceleração da construção, logo, menos oferta de habitação nova.

Mas os números são elucidativos. Em Janeiro, o Índice Confidencial Imobiliário, da Imométrica, dava conta de 223 mil casas disponíveis no mercado. A Confidencial Imobiliário (Ci) é também responsável pela produção e gestão do Sistema de Informação Residencial (SIR) para a Área Metropolitana do Porto (AMP), que apontam para uma quebra nas vendas de habitação na ordem dos dez por cento, no último trimestre de 2008.

De acordo com um press-release da Confidencial Imobiliário / LardoceLar.com, a AMP possuía, no final de 2008, um stock habitacional de 86,4 mil alojamentos, sendo cerca de metade nos concelhos do Porto e Vila Nova de Gaia. Seguiam-se os concelhos de Matosinhos (16%) e Maia (15%) em termos de concentração da oferta de habitação para venda.

No acumulado de 2008, a AMP tinha 134 mil 949 fogos em oferta, resultando de uma tendência de crescimento ao longo de todo o ano. Destes, 19 566 eram da Maia, revelando também um aumento da oferta desde o primeiro trimestre, altura em que havia apenas disponíveis 11 473 fogos. Por freguesias, Águas Santas lidera o stock em oferta ( 3 319), seguida da Maia (2 872) e, com apenas 99 fogos disponíveis, S. Pedro Fins.

Ficha técnica

As estatísticas Confidencial Imobiliário / LardoceLar.com resultam de uma parceria entre a Confidencial Imobiliário e o portal www.lardocelar.com, desenvolvido e gerido pela Caixatec (da Caixa Geral de Depósitos). Na base destas estatísticas estão os mais de 400 mil imóveis e 1 700 empresas de mediação imobiliária em oferta no portal.

Marta Costa