Oportunidade dos fundos comunitários para a eficiência energética

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As empresas, os Bombeiros Voluntários e Profissionais, as IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) podem beneficiar do Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) do Portugal 2020.

O POSEUR é um dos quatro Programas Operacionais da parceria Portugal 2020, estabelecida entre o nosso país e a Comissão Europeia, destinando-se à Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos. O programa apresenta um pacote de fundos de 6.259 Milhões de Euros, 25% do conjunto dos programas deste quadro comunitário de apoio. A comparticipação do programa na região Norte ascende aos 70%.

A AEMaia promoveu uma sessão de esclarecimento, no auditório do TECMaia, no dia 13 de abril, em parceria com o ISQ, empresa de consultoria técnica, com quem a associação assinará em breve um protocolo de cooperação. António Vilarinho e Sílvia Vara foram os técnicos do ISQ presentes nesta sessão com empresários e dirigentes de instituições locais.

Carlos Mendes, presidente da Direção da AEMaia (Associação Empresarial), sublinhou a importância e atualidade deste assunto, tendo em conta que “há estudos que indicam que o consumo de energia deverá duplicar até 2050. Esta pressão existe um pouco por todo o mundo e Portugal não é alheio a essa preocupação. A principal fonte de produção energética, os combustíveis fosséis, têm uma existência finita e devemos procurar outras fontes alternativas, fontes renováveis de energia”.

Por outro lado, há obrigatoriedade por força da legislação da União Europeia, no âmbito do acordo sobre as alterações climáticas, de “reduzir a emissão dos gases com efeitos de estufa”. Assim, continuou Carlos Mendes, “e dado que estamos no início de um novo quadro comunitário, que prevê esse objetivo, para além de pretender aumentar a produção de energia através de fontes renováveis, diria que o momento é adequado”. O responsável pela AEMaia reforçou que este quadro comunitário tem fundos “relativamente volumosos”, sendo uma “oportunidade que talvez não se repita no futuro” e que, por isso, as empresas portuguesas não devem deixar fugir.

Através deste financiamento, os beneficiários dos apoios poderão promover a eficiência energética e a utilização das energias renováveis nas empresas, sendo suportadas intervenções nos edifícios (envolvente opaca – isolamento térmico – e envidraçada – caixilharia de vidro -, bem como substituição de sistemas técnicos instalados por outros mais eficientes), a instalação de sistemas de suporte aos processos produtivos (centrais de ar comprimido, geradores, caldeiras), aquisição de veículos elétricos ou conversão de veículos para gás natural, instalação de painéis solares, entre outros.

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