Orquestra Filarmonia de Vermoim comemorou quarto aniversário

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A Orquestra Filarmonia de Vermoim comemorou, no passado fim-de-semana, o seu quarto aniversário. Foi no sábado, no auditório da Casa do Povo local, com a realização de um concerto. Trajados a rigor, todos vestidos de preto, eles com gravata verde, elas com lenço verde, foram dirigidos pelo maestro convidado, Avelino Ramos.

A comemorar o quarto aniversário, o presidente da direcção, António Gomes, afirma que têm percorrido “um caminho” difícil porque embora contem com o apoio da Junta de Freguesia de Vermoim e da Câmara Municipal da Maia, não será o suficiente. “É muito pouco, não chega a nada, eram precisos mais apoios”, confessa. “Fica muito caro ter uma orquestra porque só instrumentos de percussão nós temos vários e precisamos de diversos instrumentos e custam todos na ordem dos cinco mil / dez mil euros. É muito difícil, muito complicado, precisamos de sócios porque só com a ajuda deles vamos ver se damos continuidade a este projecto”, acrescentou.

De acordo com o presidente da direcção da Filarmonia de Vermoim – Associação de Cultura Musical, António Gomes, trata-se de um projecto que vai para além das tradicionais bandas de música existentes no concelho da Maia. O dirigente não esconde que, há quatro anos, quando decidiram avançar com a ideia tinham consciência das dificuldades com que se iam deparar. “Mas a verdade é que com muito sacrifício temos conseguido”.

A Filarmonia tem actualmente entre 50 e 60 elementos, na sua maioria jovens, o que nem sempre facilita o seu funcionamento, afirma o presidente da direcção. “É muito complicado juntá-los todos para fazer ensaios porque eles estudam, outros trabalham e tem sido um bocado complicado mas vamos fazendo um esforço suplementar e vamos desenvolvendo o nosso trabalho e acho que estamos no bom caminho”.

Os elementos da Filarmonia são, na sua grande maioria estudantes de música. De acordo com António Gomes cerca de três ou quatro por cento dos seus elementos é que são músicos amadores. De resto, “é tudo gente com formação e outros que estão a estudar música do conservatório”. Isso, a seu ver, justifica o nível que a Filarmonia atingiu. Por isso é que a cada concerto que damos subimos de qualidade

O presidente da direcção adianta ainda que a procura por parte dos jovens tem aumentado. A associação possui uma escola de música a funcionar com cerca de 50 crianças que estão a aprender, tem professores nos infantários, onde têm cerca de 200 crianças, o que também vai ajudando a suportar financeiramente a Filarmonia. “São essas actividades que vão dando a possibilidade de angariar alguns fundos para adquirir os instrumentos”.

No que toca à agenda de espectáculos, este foi o segundo concerto deste ano e de acordo com António Gomes estão, pelo menos, mais três em agenda. Certo é que, garante, a “Filarmonia começa a ser conhecida e respeitada fora de portas, já fizemos concertos na Casa da Música, no Europarque em Santa Maria da Feira e acho que estamos no bom caminho”.

Quatro anos depois, António Gomes mostra-se satisfeito com o resultado conseguido até à data. “Foram quatro anos de muito trabalho, mas de muita satisfação”, concluiu.

Isabel Fernandes Moreira