Os robots estão no Castelo da Maia (vídeo)

0
206

Até à próxima segunda-feira, ainda pode ser vista uma exposição sobre robótica na Escola EB 2,3 do Castelo da Maia. A mostra é da responsabilidade da turma B do sexto ano da escola maiata e representa o culminar do trabalho realizado no âmbito da disciplina Área de Projecto.

Em exposição estão robots maiatos e bracarenses. Uns foram construídos pelos próprios alunos da EB 2,3 do Castelo, outros vieram directamente da Universidade do Minho para serem vistos pela população escolar e não só. E como os graus de exigência são díspares para alunos do sexto ano e para quase-engenheiros da universidade bracarense, os robots construídos pelos alunos do Castelo da Maia são mais simples. Aliás, o robot que dá as “boas-vindas” aos que querem assistir à exposição, patente na biblioteca da escola, foi inteiramente construído pelos “da casa”, com recurso a peças informáticas que caíram em desuso. O robot tem a função de apresentar o que vai ser visto na mostra e também tem a capacidade de “abanar o braço”, num gesto hospitaleiro de boas vindas. Esta foi apenas “a primeira abordagem a esta situação da robótica”, revela o director do agrupamento de escolas do Castelo da Maia, Marco Marques, para quem esta exposição é “a obtenção de conhecimento de forma diferente”.

Além da vertente da descoberta e do conhecimento, Marco Marques também destacou a consciência ambiental como um dos factores “de peso” da iniciativa. “Muitos dos robots que aqui estão foram feitos com desperdícios, e toda esta exposição foi feita a pensar nos problemas da poluição, o reaproveitamento de vários materiais e grande parte dos robots foram feitos com placas que já estavam em desuso e assim voltam a funcionar”, explica o director de agrupamento das escolas do Castelo.

“Um apelo à criatividade”

Não interessam apenas as funções que cada robot desempenha. A cosmética também está em destaque. “Existe nesta exposição alguma interdisciplinaridade, com especial incidência na parte estética e na utilização dos produtos”. Um dos alunos que teve de puxar pela veia criativa chama-se Diogo Meireles. Está a frequentar o sexto ano da escola EB 2, 3 do Castelo da Maia, que garante “ter custado um bocadinho” a fazer estes robots. Principalmente o da entrada, que tem “dois ecrãs, um é como se fosse a cabeça, e o que está mais abaixo diz às pessoas o que se vai passar na exposição”. Ainda em relação à “mão-de-obra”, o Gonçalo acrescenta que “foi muito trabalho investido e muito suor gasto!”.

A exposição fica patente até à próxima segunda-feira e é mais um evento dedicado à robótica. Além desta mostra, os alunos do Castelo já foram a um colóquio sobre robótica no dia 3 de Dezembro de 2009, participaram no campeonato de robótica “Robot Party” dinamizado pela Universidade do Minho e proporcionaram animação de biblioteca com mostras de robots em acção na sequência do projecto Comenius.

Pedro Póvoas