Para quê realizar exames de rotina e por quê guardá-los?

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Ouvimos muitas vezes “é melhor prevenir do que remediar”. Este é um ditado popular que muitas vezes utilizamos em conversas, e particularmente quando estamos a falar com pessoas próximas, família e amigos.

Recomendamos aos nossos filhos que tenham cuidado e que não corram perigo. E é dentro desta perspectiva que temos de encarar os exames médicos de rotina. Ao programarmos, uma vez ao ano, para irmos ao nosso médico de família, ou a um médico da nossa confiança, o que estamos a fazer é muito importante.

Primeiro, é um acto de respeito para connosco, e em segundo, para com as pessoas que se importam connosco. O passar dos anos envelhecimento é inevitável e todos nós, a cada dia, ficamos com mais idade mas, a forma como ficamos mais velhos é opcional.

Podemos escolher ter saúde, sermos ágeis, locomovermo-nos bem, alimentarmo-nos e sermos autónomos e independentes durante a maior parte da nossa vida. Para isso é fundamental ter bons hábitos, entre eles o de diagnóstico. A ida, no mínimo anual, ao nosso médico é um destes hábitos.

Durante a consulta, o nosso médico após ouvir-nos, geralmente solicita vários exames, e são eles comummente de análise laboratoriais e outros através de algum método de imagem ou do tórax ou do abdómen, ou de alguma parte do corpo especificamente que nos queixemos.

Os resultados destes exames devem ser entregues ao médico solicitante e ele nos orientará sobre o que fazer de acordo com as informações da consulta, do exame físico, das análises e dos exames complementares que ele solicitou. Prescreve um tratamento e algumas vezes solicita um retorno após algum tempo.

O que muitas vezes não fazemos é guardar com cuidado os exames realizados, e isso tem uma fundamental importância quando falamos de exames através de algum método de imagem, quer seja um Raio-X, uma Ecografia, uma TAC ou outro qualquer pois, muitas doenças, só são detectadas de forma mais adequada no seu início quando o médico radiologista compara um exame anterior com o actual. Mais ainda, quando temos algum problema detectado, a comparação com o exame anterior serve para o médico saber se a mesma está aumentando ou diminuindo de volume, se permanece com características de benignidade ou estar tendo alguma transformação suspeita.

É lógico que só guardar os exames não é suficiente, é necessário levá-los à clínica no dia que for realizar um novo exame e avisar o técnico ou médico que tem um exame anterior. Ele pode comparar para ver se há alguma modificação que seja importante.

Fazendo isso, um gesto simples de guardar os exames a que foi submetido, leva-los à clínica no dia que for fazer outro exame igual, está a aumentar significativamente a capacidade do médico de prestar um melhor serviço e o tranquilizar quando for o caso ou, por outro lado, alerta-lo e ao seu médico, se ocorrer mudanças que não sejam boas.

Assim o provérbio de que é “melhor prevenir do que remediar” deixará de ser palavras ao vento para ter utilidade para si e sua família.

Dr. Geraldo Medeiros

Médico grupo esferasaúde