Parque fluvial do Leça abre em 2017

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Rio Leça
Rio Leca_FOTO Miguel Ferraz
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A Câmara Municipal da Maia tem em curso o projeto do Parque Fluvial do Leça, que visa o melhoramento substancial das margens do rio Leça, com particular enfoque nas margens situadas em Milheirós, onde existem muitos lugares pitorescos.

António Tiago, vice-presidente da Câmara, acompanha com particular atenção o projeto e explicou ao Primeira Mão que se trata de um “Parque Linear (ao longo do rio Leça), fortemente marcado por um caráter de reabilitação ecológica, tanto pelo grau de liberdade oferecido ao rio na sua hidrodinâmica, como pela substituição de plantas exóticas infestantes por plantas ripícolas autóctones”.

Além desta importância ecológica, dá-se assim “uma contribuição essencial para a oferta de um local de estadia e fruição” na proximidade de um conjunto de moinhos, cujo “interesse patrimonial, cultural e turístico” é reconhecido pela autarquia.

Valorização patrimonial e social

Ao nível social, acrescenta o vice-presidente, pretende-se que a construção deste parque seja acompanhada por uma “forte componente de participação pública, tendo-se já iniciado este processo, ao integrar este terreno nas áreas do projeto Futuro 100.000 árvores na AMP (Área Metropolitana do Porto). Neste local foram plantadas por voluntários 80 árvores autóctones na margem esquerda do Leça, em dezembro de 2014, sendo realizadas operações de manutenção dessas árvores desde então, igualmente por voluntários”. Um expressão de cidadania que António Tiago diz ver “com imenso apreço”.

Projeto ascende a 149 mil euros

A autarquia encontra-se neste momento a proceder à candidatura a financiamento europeu deste projeto, o qual apresenta uma estimativa orçamental de 149 mil euros (+IVA), tendo em conta que é um investimento que constituirá um “grande contributo em várias áreas da sociedade, ambiente e cultura. Atendendo aos benefícios que advirão no futuro, ao nível da fruição de um espaço de Natureza tão vivo e belo, creio que o investimento se relativiza.”

A possibilidade de financiamento determinará a data de conclusão da obra, no entanto, o vice-presidente estima que o projeto se materialize ainda no próximo ano.

No que respeita à envolvência que o Parque Fluvial permitirá entre a população e o rio, António Tiago tem uma expetativa positiva, referindo que “este tipo de parques lineares, tais como o Parque de Ponte Moreira e Parque dos Maninhos, construídos recentemente, abrem uma nova página na relação da população com os seus recursos hídricos. Onde existiam canais de transporte de água para usos práticos, rega, lavagem de roupa, moagem e posteriormente libertação de esgotos industriais, hoje existem «espaços canal». Estes locais são agora encarados como ecossistemas estruturantes para o território, os locais de maior biodiversidade da região, que prestam serviços ambientais essenciais para a mitigação dos desequilíbrios provocados pelas alterações climáticas. É já frequente ver pescadores recreativos nas margens do Leça nesta zona, sendo este um exemplo claro da ânsia da população por locais de estadia e recreio de qualidade nas margens do rio Leça”.

Atividades nas margens e no leito

O vice-presidente acrescenta que, mesmo sem esta intervenção, a Junta de Milheirós tem feito um trabalho “modelo de boa governação na sua relação com o rio”, uma vez que tem incentivado “atividades nas margens e leito do Leça, quer de iniciativa própria quer em resposta a solicitações”.

A experiência pessoal de ligação ao rio Leça e proximidade com a natureza quer do presidente da Junta de Milheirós, quer do próprio vice-presidente da Câmara, são fatores de maior ligação à sensibilidade com que este tipo de intervenções são encaradas como relevantes para a qualidade de vida das populações, apontou António Tiago.

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