Subcomissário Pedro Rocha distinguido por comportamento exemplar

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A medalha de comportamento exemplar grau Ouro foi atribuída ao Subcomissário Pedro Rocha, comandante da Esquadra da PSP da Maia, na cerimónia do 149º aniversário do Comando Metropolitano da PSP do Porto, que teve lugar na terça-feira passada, na sede do Comando, o Edifício Aljube. Por ter 25 anos de serviço efetivo, o subcomissário Pedro Rocha foi agraciado com o grau Ouro desta medalha, que contempla ainda outros dois graus: prata, para quem tem 15 anos de serviço; bronze, para quem cumpriu oito anos.

A medalha de comportamento exemplar é atribuída aos elementos da PSP que “hajam servido ao longo da sua carreira profissional com exemplar conduta moral e disciplinar, comprovado espírito de lealdade, dotes notáveis de zelo pelo serviço e alto sentido de obediência”.

Foi uma manhã emotiva para os agraciados da PSP, a que não ficou alheio o comandante da esquadra da Maia, onde se encontra a garantir a segurança da população maiata desde 2014. Antes, entre 2008 e 2014, o Subcomissário Pedro Rocha liderou o comando da esquadra da PSP de Águas Santas. Pedro Rocha começou como agente da PSP em Lisboa e no Porto, regressando depois à capital quando concorreu a subchefe.

Na invicta, foi subchefe na esquadra da Foz, responsável pelo atendimento ao público. O salto seguinte deu-se para a Investigação Criminal, no então Núcleo de Investigação Policial do Porto, responsável pela área do tráfico e consumo de estupefacientes e, depois, nos furtos e roubos.  No seu percurso dentro da PSP, concorreu ainda à carreira de oficiais, tendo sido colocado no Porto depois dos nove meses de duração do curso, em Lisboa. Já no Norte, chefiou o Núcleo de Comunicações na cidade invicta, durante o Euro’2004, a que se seguiria o comando da esquadra de Oliveira do Douro, no concelho de Vila Nova de Gaia, onde tinha também sob a sua alçada a freguesia de Vila D’ Este.

Comandante metropolitano queixou-se de falta de efetivos

O comandante metropolitano do Porto da PSP alertou, na intervenção que efetuou na cerimónia de aniversário da instituição, para a necessidade urgente de reforço de efetivos.

De acordo com o Superintendente-chefe Miguel Mendes, “desde 2012, o Comando Metropolitano da PSP do Porto perdeu mais de 200 agentes, ou seja, é como se de repente tivéssemos encerrado mais 10 esquadras”.
Assim, frisou, “o nosso efetivo é, hoje, inferior ao total que tínhamos em 2001 e, também desde 2000, nunca tivemos tão reduzido efetivo de agentes”.

Por outro lado, alertou, “esta metrópole transformou-se e cresceu, precisando de mais polícia para prevenção e proximidade”, sendo certo que “as estatísticas às vezes se viram contra nós”, sublinhou Miguel Mendes.

Em 2015 criminalidade aumentou no distrito com mais 3% de ocorrências

O comandante deu exemplos: “nos últimos cinco anos, verificamos que a criminalidade geral apresenta tendência para diminuir e a criminalidade violenta e grave tem propensão para decrescer. Porém, em 2015 tivemos um aumento de cerca de 3% de ocorrências, sendo que a criminalidade violenta e grave aumentou cerca de 8% e nem o facto de termos realizado mais 9% de detenções nos permite alguma satisfação”.

Já os números do primeiro semestre de 2016 são indicativos de um decréscimo: diminuição de 8% na criminalidade geral; de 24% da criminalidade violenta e grave; número de detidos desceu 9%.

Miguel Mendes ressalva que os dados podem ser encarados pelos otimistas, como uma recuperação, ou pelos pessimistas, como uma melhoria ligeira. A verdade é que, frisou, “a nossa capacidade de fazer omeletes sem ovos está a esgotar-se”.

O diretor geral da PSP, Luís Farinha, ouviu e deixou claro que está empenhado em apoiar a PSP do Porto, mas não explicou como. Preferiu realçar que Portugal é considerado “o quarto país mais seguro da Europa”. A secretária de Estado da Administração Interna cancelou a presença nesta cerimónia, para poder seguir de perto as emergências dos incêndios no país.

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