PMES foi balão de oxigénio para várias famílias da Maia

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Na Maia, os programas de apoio social promovidos pela Câmara Municipal deram já apoio a diversas famílias após o aparecimento da Covid19. Famílias conseguiram apoio monetário para não caírem em incumprimento nas suas responsabilidades mensais mais básicas, como a renda, conta da água ou infantário.

O Programa Municipal de Emergência Social da Câmara da Maia tem este ano um orçamento reforçado devido às consequências da pandemia nas carteiras das famílias.

As candidaturas abriram há mês e meio para este fundo acrescido de 300 mil (em exclusivo para a perda de rendimentos devido à pandemia) – num programa de apoio global que atinge 450 mil euros – e o certo é que já foi uma mão amiga para muitas famílias das mais variadas constituições.

É o caso de Carla C. de 38 anos, de Pedrouços, e da sua filha, uma família monoparental, que dependia de um emprego na área do Turismo. Claro está que foi uma das famílias que sentiu um forte impacto, dado que o Turismo, além do período de lay-off com fecho total, tem ainda perdas na ordem dos 60 a 70% após o confinamento.

Carla C. esteve três meses em lay-off e viu o seu rendimento reduzido, situação que se prolongou após aquele período inicial. Com um rendimento de cerca de 500 euros viu no apoio deste programa o balão de oxigénio fundamental para conseguir pagar algumas contas.
A Câmara da Maia apoiou esta família com cerca de 102 euros mensais para comparticipar o pagamento da renda e jardim de infância por um período de dois meses, totalizando pouco mais de 200 euros.

Este programa é da competência da Câmara Municipal da Maia e traduz-se num apoio financeiro excecional, pontual e temporário a agregados familiares em situação de emergência social grave, nomeadamente, no âmbito da habitação e dos cuidados de saúde.

Através do PMES as famílias maiatas poderão ser apoiadas nas despesas com a renda ou prestação de aquisição da habitação, água, eletricidade, gás, aquisição de medicamentos, meios complementares de diagnóstico, entre outras despesas de saúde.

Outro apoio do PMES foi concedido à família de Jorge B., de 47 anos, sem filhos. A família nuclear vive em Pedrouços e um dos elementos já estava desempregado em março, quando começou o período de emergência social, enquanto outro dos elementos do agregado trabalhava num pequeno negócio de restauração e viu o seu contrato suspenso no âmbito do lay-off.
A família recebeu 168 euros por mês para a comparticipação da renda por um período de dois meses, num total de 336 euros de apoio.

O município aprovou programas de Emergência Social no valor de 450 mil euros, dos quais 300 mil destinam-se exclusivamente a quem tenha visto os seus rendimentos afetados na sequência da pandemia. Esta medida específica Covid19 destina-se a residentes no concelho, que sejam trabalhadores independentes ou por conta de outrem ou que se tenham inscrito no Centro de Emprego da Maia a partir de 15 de março; que tenham visto os seus rendimentos diminuídos em pelo menos 30 por cento ou estejam/tenham estado em lay off total.