Polícia Municipal da Maia aderiu à greve

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Pelo menos 70 por cento dos 1250 elementos da Polícia Municipal (PM) aderiram à greve convocada para hoje. O Sindicato Nacional dos Polícias Municipais (SNPM), um dos que convocaram o protesto – juntamente com o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) – fez um primeiro balanço e fala na adesão de 479 agentes.

Diz o SNPM que não há polícias a trabalhar em Vila Nova de Gaia, Felgueiras, Guimarães, Lousada, Marco de Canaveses, Póvoa de Varzim, Trofa, Vila Nova de Famalicão e Viseu.

Da Maia, os argumentos convenceram, pelo menos, quatro dos 21 elementos, sendo que dois pertencem ao turno da noite, a decorrer entre as 17h00 e as 01h00. Apesar de pouco significativa a adesão, o comandante, Augusto Monteiro, não desvaloriza os motivos do protesto:

[audio:GREVE_PM.mp3]

Estes mesmos quatro agentes fizeram questão de comunicar a decisão ao comandante, mas sublinharam que nada tem a ver com falta de apoio da Câmara da Maia. Os motivos são de âmbito nacional. Por exemplo, diz Augusto Monteiro, a falta de regulamentação da protecção pessoal, já que a actividade é confrontada com “situações que envolvem algum risco”:

[audio:RISCO.mp3]

Além dos meios de defesa e de protecção pessoal, o descontentamento está relacionado com a revisão do Estatuto dos Polícias Municipais, em particular, nas questões relacionadas com os vínculos, remunerações e progressões na carreira.

O protesto foi convocado pelo STAL e pelo SNPM, apesar do Governo ter aprovado a 30 de Julho o novo projecto regulamentar para o sector. O STAL não ficou convencido, por não ter sido ouvido e porque o documento “em nada corresponde aos direitos e justas aspirações dos trabalhadores”, pode ler-se no site do sindicato, na Internet.

Para além da Maia, há em Portugal mais 30 municípios com corpos de Polícia Municipal, sendo os de Lisboa e do Porto do regime especial.

Marta Costa