Política Sénior da Maia observada pelo comité das regiões

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Uma comitiva de 12 membros do Comité das Regiões, vindos da Suécia, Holanda, Espanha, Polónia, Reino Unido, Roménia, França, Malta, Itália, Lituânia, Letónia e Irlanda, visitou a Maia para conhecer as políticas do município voltadas para a população sénior.

A visita de estudo insere-se nas ações da Comissão CIVEX (cidadania, governação, assuntos institucionais e externos) do Comité das Regiões (CR) e teve a duração de dois dias, dando oportunidade a estes comissários, oriundos de autarquias de diferentes países, de observarem de perto a política sénior que é aplicada na Maia.

Acompanhados por Bragança Fernandes, presidente da Câmara Municipal da Maia e também elemento do CR, os 12 representantes deslocaram-se a diversos complexos municipais onde se realizam algumas das atividades: do Programa Clube Maia Sénior (uma aula de Educação Física no Complexo Municipal de Ginástica; uma aula de Hidroginástica no Complexo Municipal de Ginástica; aula de Tai Chi Chuan no Pavilhão Municipal de Gueifães); da promoção do encontro entre gerações (na Casa de Milheirós, que acolhe dezenas de idosos); da terapia com animais (uma sessão no Abrigo Nossa Senhora Esperança, onde se faz terapia com cães); do Projeto Junt’Amigo (Junta de S. Pedro Fins onde um grupo de voluntariado sénior exerce atividade).
A exemplo da anterior visita a 12 e 13 de maio com a visita do SEDEC (Política Social, Educação, Emprego, Investigação e Cultura), esta abertura da Maia à União Europeia reveste-se de grande importância pela “troca de conhecimentos e experiências para que as boas práticas sejam proliferadas”.

Maia é um exemplo de cidadania

“A Câmara da Maia tem orgulho em verificar que estes colegas do CR estão entusiasmados com os nossos equipamentos, a nossa disciplina urbana e a limpeza da cidade. Esta iniciativa é muito positiva para a comunidade maiata, para a região e para o país, uma vez que, por vezes, não somos bem vistos nos restantes países ou até pouco conhecidos. É muito interessante que eles levem o nosso exemplo de cidadania e de política sénior para os seus países”, referiu Bragança Fernandes ao Primeira Mão.

Desde a década de 90 que o município da Maia adota diversos programas e medidas pensadas para satisfazer as necessidades da população idosa do concelho, proporcionando-lhes, com a ajuda dos seus parceiros sociais, um envelhecimento ativo e saudável. Exemplo disso é o Programa Clube Maia Sénior, parque geriátrico, os serviços de apoio domiciliário, o programa de turismo sénior, os encontros entre gerações, as tardes dançantes e os diversos jogos e ateliês temáticos.

A Câmara Municipal da Maia considera que é fundamental promover os direitos da população idosa e, por isso, “não fica a administrar apenas as políticas nacionais e tem um papel ativo a nível local, promovendo projetos próprios, beneficiando da proximidade e maior conhecimento da sua população, aproveitando muitas das raízes ligadas à tradição para o desenvolvimento das ações junto da terceira idade”, declarou ainda o presidente.

Política Sénior é ampla e abrange todo o concelho

Ana Miguel Vieira de Carvalho, vereadora da Solidariedade e Coesão Social, sublinhou que a autarquia apresenta “uma política global que abrange toda a população do concelho em vários projetos, não só no Clube Maia Sénior. A Câmara trabalha esta polícia em todas as áreas, na Educação, na Cultura, no Turismo, na Coesão Social, entre outras”.

As atividades não têm custos para os utilizadores. São os idosos que escolhem aquelas áreas de atividade de que mais gostam. No âmbito do desporto, a mais procurada é o Tai Chi Chuan. E no âmbito Cultural e Turístico, o que mais é procurado é o que está relacionado com o convívio, “como é o caso do Turismo Sénior. Todos os anos cerca de 5000 idosos vão descobrir uma região diferente do nosso país, como por exemplo o passeio, que este ano dá a conhecer Chaves”, referiu.

Uma das perguntas dos colegas do CR colocada ao presidente da Câmara foi direcionada para os custos desta política Sénior, porque também nos municípios dos outros países europeus os orçamentos são sempre apertados. Bragança Fernandes informou que 60% das verbas do orçamento do município da Maia são destinadas a funções sociais.

Opiniões em primeira mão


Olkieg Geblewicks – Polónia

“Gostei, é muito ampla a política social dirigida aos seniores. Na Polónia ainda estamos a dar os primeiros passos. Devemos usar o potencial dos mais velhos e aqui vimos que o seu conchecimento é muito bem utilizado no contacto com as crianças e no desenvolvimento dos processos de socialização. Também na atividade desportiva há muita variedade de ações, o que é muito interessante. A Câmara da Maia não deixa os idosos ficarem fechados em casa e está a dinamizar um bom e sério trabalho. Por isso, até brinquei com o presidente da Câmara dizendo que gostava de envelhecer aqui na Maia. Sem dúvida, que será um bom exemplo a replicar no meu país”.

Christophe Rouillon – França

“Fiquei muito impressionado com o programa, que é muito completo. Encontramos pessoas muito ativas e felizes em contacto com os mais novos e, nos lares, instalações muito agradáveis que não se assemelham em nada a casas de saúde ou hospitais. Nestas infraestruturas, vi que há móveis a fazer lembrar as nossas casas com um ambiente muito acolhedor e familiar”.

Jelena Drenjanin – Suécia

“O programa é muito interessante e fiquei muito impressionada, acima de tudo, como conseguem orçamento para dinamizar todas as atividades do programa para o seniores e apoiar as instituições de solidariedade social.
Na minha autarquia não existe um programa próprio vocacionado para os idosos, mas sim instituições de apoio por classes etárias, umas destinadas aos jovens, outros às crianças e também para a terceira idade, sendo estas que desenvolvem ações. A função da minha autarquia é conceder verbas para apoiar essas iniciativas”.

Angélica Santos

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