Poupança no programa das festas (com áudio)

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A contenção esteve sempre associada à organização das Festas do Concelho da Maia, porque dinheiro para este fim é algo que nunca houve à discrição. Mas neste que é ano de crise económico-financeira, houve necessidade de uma maior preocupação com a poupança. Isso traduzir-se numa economia de alguns gastos, nomeadamente na ornamentação, no fogo e na escolha dos artistas para o cartaz de 2010.

Comecemos pela ornamentação. As iluminações decorativas inauguradas no dia 03 de Julho, e que são já bem notórias nas mais centrais artérias da cidade, são este ano em menor número, não pondo em causa a qualidade das mesmas. “Em prol da economia”, justifica o presidente da comissão de festas, Francisco Coelho, são menos os espaços contemplados com essa ornamentação. É disso exemplo a Rua da Igreja que, este ano, só está decorada na zona envolvente ao Santuário de Nossa Senhora do Bom Despacho. Mas também na Praça Doutor José Vieira de Carvalho, tendo-se optado por não colocar o habitual cordão de iluminação na zona que está agora ocupada com algumas árvores. Aliás, que até poderiam de alguma forma abafar essa ornamentação, no caso de lá ter sido colocada.

Onde a comissão de festas também decidiu poupar foi no fogo, sem pôr em causa nenhuma das sessões previstas. A primeira, uma sessão de fogo de tiro, é já esta sexta-feira, às 21h00. Para a meia-noite de sábado, depois das tradições do folclore, está marcado o fogo de artifício. Exactamente à mesma hora da sessão de fogo piromusical, na segunda-feira, que marcará o encerramento das Festas do Concelho da Maia 2010.

Apesar dessa contenção que o presidente da comissão de festas considera “mais acentuada”, as festas surgem “dentro do mesmo padrão” e “todos vivemos com muito entusiasmo a festa da Maia”, garante Francisco Coelho. Não fosse este “o maior evento que a Maia tem”, conclui.

[audio:CONTENCAO_FESTAS.mp3]

Por ter esta dimensão, a Festa em Honra de Nossa Senhora do Bom Despacho continua a contar com a Câmara Municipal da Maia, “que colabora quase a cem por cento nas despesas da feitura da festa”, reconhece o presidente da comissão, optando por não revelar o valor total do orçamento. Ainda assim, mantêm-se os peditórios à população, ainda que em zonas específicas da Maia – Outeiro, Souto, Catassol e Pinta – até porque “a maior parte das pessoas vive em apartamentos e quando é para contribuir já prescindem do estatuto de maiatos”.

Marta Costa

Veja ainda: Os locais e principais eventos das Festas da Maia (com mapa)