Preço do pão na Maia fica na mesma

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Foi a 9 de Agosto que o preço do pão sofreu um ajuste. O pão está mais caro, pelo menos é o que acontece em vários pontos do país. A Maia parece estar a atrasar um eventual aumento, a julgar pelos testemunhos colhidos em vários estabelecimentos do centro da cidade. Indiferentes ao aumento de preço nos cereais, para já, está tudo na mesma. Quem ganha é o consumidor.

Embora estejam “a pagar tudo mais caro”, ainda não estão “a pensar aumentar. Não para já”. Quem o diz é Piedade Magalhães, responsável pela padaria Doce Maia. Diz estar à espera das movimentações da concorrência. Concorrência que também não pensa em aumentar e até faz promoções, como é o caso do Cristo Rei. Na casa que não aumenta o preço do pão há quatro anos, vendem-se quinze pães a um euro. “Nem que a farinha aumente para o dobro do preço. Nós não vamos aumentar”, garante José Macedo, responsável pelo Cristo Rei. Também a manter o preço “pelo menos até ao fim do ano” vai estar a padaria Bela Maia, junto à estação do Fórum. Garante Rogério Luís que “existe muita especulação em relação ao preço do pão, e toda a gente quer correr à frente para ganhar com isso”. Ainda que salvaguarde o preço até ao fim de 2010, Rogério Luís pondera aumentar o pão caso haja “uma subida muito grande no preço da matéria-prima”.

Na Maia existe uma união de panificação, da qual fazem parte alguns estabelecimentos maiatos. A padaria Doce Maia faz parte desse organismo e garante que qualquer tomada de posição em relação ao preço do pão passa por um acordo feito com outros membros da união. Já o mesmo não acontece com o Cristo Rei. José Macedo adianta que o estabelecimento que gere não faz parte dessa união e qualquer alteração no preço do pão não passa por “acordos”. O mesmo se passa com a padaria Bela Maia. “Nunca reunimos com ninguém e não vamos fazer isso”, assegura Rogério Luís.

Porque “o pão é um bem alimentar que faz muita falta”, o pão é uma das bandeiras do Cristo Rei. É este outro dos factores que leva José Macedo a não pensar no aumento do pão. Na Doce Maia, a aposta é clara. “O mais importante nem é o preço mas sim a qualidade. Apostamos muito na qualidade. Fazemos pão todas as manhãs e todas as tardes”, revela Piedade Magalhães.
O preço do pão não se altera. Pelo menos nas padarias visitadas por PRIMEIRA MÃO. Só caso se verifique um aumento elevado na matéria-prima.

Pedro Póvoas