Presidente da Câmara da Maia dirige mensagens aos cidadãos sobre Covid19

0
495

O presidente da Câmara da Maia confirmou hoje a medida de encerramento dos cemitérios em todo o concelho. Medida válida para dia 31 de outubro e ainda 1 e 2 de novembro, conforme já tínhamos noticiado ontem.

Silva Tiago dirigiu-se ainda aos munícipes, com uma mensagem de sensibilização aos maiatos para o cumprimento das medidas veiculadas pela DGS e pelo governo, que impõe algumas restrições e cuidados nos comportamentos. Além disso, o autarca informa que irá ser “reaberta uma estrutura de acolhimento numa unidade hoteleira, destinada a pessoas Covid negativo, dependentes sem retaguarda de apoio”.

A mensagem do presidente da Câmara da Maia é a seguinte, na íntegra:

«Maiatos,
Temos assistido nas últimas semanas a um crescimento, preocupante pela sua dimensão, do número de novas infeções por COVID-19.
Esse crescimento tem tido especial incidência no norte do país, com particular intensidade na Área Metropolitana do Porto, onde a Maia se integra.
Trata-se da 2ª Vaga da pandemia, para a qual os especialistas alertavam.

Porém, apesar de esperada, esta 2ª vaga tem-se revelado especialmente agressiva e contagiosa por toda a Europa, colocando sobre imenso stress todos os sistemas de saúde.
O nosso país não é exceção e, perante o crescimento exponencial de contágios e cadeias de transmissão do vírus, importa que todos e cada um de nós se assuma como um agente de saúde pública e faça a sua parte, no combate ao vírus.

A Câmara da Maia está atenta e tem acompanhado de perto a evolução da epidemia, conjuntamente com as autoridades de saúde pública e as outras autarquias.

Da nossa reflexão conjunta resulta que é chegado o tempo de tomar algumas medidas que, com o empenho de todos, contribuirão para quebrar as cadeias de transmissão da doença.

Aproxima-se o dia de fiéis defuntos, que muito justamente é data de grande tradição na nossa terra. Todos sabemos que esse dia é sempre acompanhado de romagens aos cemitérios para homenagem e respeito aos nossos antepassados.

Não tendo a Câmara da Maia direta responsabilidade na gestão dos cemitérios no nosso concelho, porém não pode alhear-se do potencial de transmissão do vírus que a aglomeração de pessoas nos cemitérios pode representar no atual contexto da pandemia.

Por isso, procurei refletir sobre esse problema com os senhores presidentes das juntas de freguesia, com a autoridade local de saúde pública e também com as paróquias. Gerou-se felizmente um amplo consenso de que, apesar do sacrifício, a medida que melhor defende a saúde pública é o encerramento dos cemitérios do concelho da Maia, nos próximos dias 31 de outubro e 1 e 2 de novembro.

Estou certo que todos compreenderão que esta medida é tomada pelas freguesias com sentido de responsabilidade e em defesa do superior interesse de todos e seguindo recomendações das autoridades de saúde pública.

É uma medida que eu aplaudo e que conta com a minha solidariedade pessoal e institucional.
Outras medidas iremos igualmente adotar, com intuito de conter a pandemia e, se possível, evitar que venha a ser necessário decretar novos confinamentos obrigatórios.

Assim:
– Iremos retomar as campanhas de sensibilização para as medidas gerais de prevenção da Covid 19;

– Alargaremos o funcionamento a Linha Verde Covid Institucional;

– Será reaberto o Centro de Rastreio móvel da Covid 19;

– Regressará a lavagem e higienização dos espaços e equipamentos públicos;

– Haverá intervenção da Polícia Municipal na sensibilização da população para o cumprimento das medidas decretadas, nomeadamente o distanciamento social e o uso de máscaras;

– Reabriremos uma estrutura de acolhimento numa unidade hoteleira, destinadas a pessoas Covid negativo, dependentes sem retaguarda de apoio.

Apelo, finalmente, a todos para que cumpram as regras e orientações das autoridades de saúde pública.

Conhecendo a Maia e os maiatos, como conheço há muitos anos, sei que vamos resistir juntos.
Vamos vencer a doença e sair desta crise mais fortes e coesos.
Podem contar comigo e com a Câmara da Maia para essa luta.»