Presidente da Câmara vê na campanha de vacinação que chegou à Maia “sinal de esperança”

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Foto Tânia Ramos (CMM)

A campanha de vacinação nas estruturas residenciais para idosos da Maia começou hoje e estende-se até terça-feira da próxima semana.

Um “sinal de esperança em tempos muito difíceis”, como afirma o presidente do Câmara da Maia, António Silva Tiago, que esteve presente neste momento da aplicação das primeiras vacinas no concelho.

Três equipas do ACES Maia/Valongo vão vacinar um total de 1800 pessoas, 900 utentes e 780 funcionários, das 38 estruturas residenciais da Maia.

O Município maiato assegurou a logística da operação, disponibilizando computadores e routers móveis às equipas e carrinhas com motorista para o seu transporte.

António Silva Tiago deslocou-se ao lar O Amanhã da Criança, onde a primeira vacina foi administrada, para assim acompanhar no local um momento importante da linha da frente do combate à pandemia Covid19.

O edil lembrou que “no dia 29 de março estivemos aqui nesta instituição para a salvar de um surto de Covid19, e conseguimos evacuar de uma forma original e muito inovadora” a residência sénior para um hotel de 4 estrelas do centro da cidade.

“Hoje, voltamos para iniciar a vacinação nas instituições seniores do concelho, que é um sinal de esperança nestes momentos muito difíceis”, declarou António Silva Tiago dando um simbolismo de alento ao arranque da campanha de vacinação acontecer no mesmo lar onde em março ocorreu o primeiro surto do concelho neste tipo de instituições.

Na altura morreram dois idosos e meia centena de utentes teve que ser transportada para uma unidade hoteleira.

Escolas devem fechar e confinamento aprofundado, defende autarca da Maia

O presidente da Câmara Municipal da Maia sublinhou que “só com medidas mais duras tomadas o mais cedo possível conseguiremos achatar a curva”. A convicção de António Silva Tiago é de que “devíamos confinar de facto, totalmente, pelo menor tempo possível, para que possamos ultrapassar este momento. Embora perceba as razões para as escolas estarem abertas, acho que o dano é maior do que não confinar. Não fechando as escolas, sugerimos já ao governo que professores e funcionários das escolas sejam também vacinados”.