Presidente da República inaugura hoje Tecmaia

0
164

O Presidente da República, Cavaco Silva, inaugura hoje a segunda fase do projecto do Tecmaia – Parque de Ciência e Tecnologia da Maia.

Resultado de um investimento de, aproximadamente, nove milhões de euros, o edifício que corresponde à segunda fase do projecto, denominado Pólo de Serviços Multiusos, é, sobretudo, um espaço de prestação de serviços às empresas ali instaladas, permitindo “a qualificação do Parque de Ciência e Tecnologia”, sublinhou o director geral, António Tavares. Um dos pisos é ocupado, exactamente, por serviços como a restauração, o catering, a loja de conveniência e um banco. Inclui ainda outro patamar, que designou de “centro de negócios”, com salas disponíveis para as empresas desenvolverem acções. E ainda um espaço ocupado pela MaiaInova, com o escritório sem fios no âmbito do Centro de Demonstração em Economia Digital.

Este edifício tem ainda um piso ocupado pela empresa Critical Software, mas poderá vir a albergar outras entidades prestadoras de serviços. Junta-se ao edifício PortusPark, quase contíguo, ocupado na íntegra pela Enabler/Wipro.

Na apresentação do espaço, o director do Tecmaia fez questão de recordar como nasceu o projecto, sublinhando o nascer de uma oportunidade na sequência de uma dificuldade. Ao fim de quase sete anos, assume-se como “Best place to work”, ou seja, o melhor espaço para trabalhar. Na sequência da perda de quase 800 postos de trabalho, na sequência da deslocalização da Texas Instruments, foram com este projecto gerados, pelo menos, 969 postos de trabalho directos.

Ainda no que aos recursos humanos diz respeito, dominam os licenciados (62 por cento), a que se juntam 18 por cento com o 12º ano de escolaridade e apenas cinco por cento abaixo deste nível de habilitações académicas. Mais de metade das pessoas que trabalham no parque tem menos de 30 anos (51 por cento) e 44 por cento têm entre 30 e 45 anos, ou seja, “um perfil etário muito jovem”, destacou António Tavares, o que traduz “confiança no futuro”.

Actualmente, são 48 as empresas instaladas neste parque, sendo 67 por cento da região e apenas dois por cento de origem estrangeira. De áreas como as Tecnologias de Informação, BioMedicina, Saúde, BioEngenharia, Engenharia, Energias, Telecomunicações, Sector Automóvel e Capital de Risco, entre outras. Quanto à dimensão, dominam as micro-empresas, sendo apenas dois por cento consideradas grandes empresas. António Tavares sublinhou ainda que neste Tecmaia já foram geradas 20 patentes.

Estas são apenas algumas das características do Parque de Ciência e Tecnologia da Maia, que se apresenta com três funções: empresarial; saber (ligação às instituições do ensino superior); lazer e bem-estar. Aqui se encaixa o espaço verde que circunda os edifícios e os cinco mil metros quadrados do Parque Health Club, entre área coberta e os courts de ténis, de paddle e de futebol. “Porque entendemos que a produção é maior desde que as pessoas tenham boas condições para trabalhar”, justificou o director do parque.

“Revolução silenciosa”

Apesar do Tecmaia estar já “com dois anos de avanço” em relação ao calendário previsto, sublinhou o director António Tavares, os olhos estão já postos no futuro. Esse futuro passa pela concAretização da terceira fase, que inclui a construção de um novo edifício para acolher empresas, prevendo-se que esteja concluído no final de 2009. Mas não só.

A direcção do Parque de Ciência e Tecnologia da Maia prepara-se para apresentar ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) a candidatura para a construção de um outro edifício, destinado a projectos de incubação de empresas e a indústrias criativas. Para 2016, prevê-se a construção de um terceiro edifício desta terceira fase. Estima-se que esta terceira fase do projecto fique concluída no espaço de seis anos, encerrando um ciclo de ocupação dos dez hectares de terreno que se apresentam como uma “nova economia”. E, sobretudo, “feito em torno das pessoas e das empresas que trabalham aqui”.

Quanto a custos, a construção destes três edifícios deverá custar entre nove e dez milhões de euros, permitindo a instalação no parque de mais 20 a 25 empresas. O objectivo do Tecmaia é criar, em média, 350 postos de trabalho directos por cada um dos novos edifícios.

Por tudo isto, António Tavares disse estar em curso uma espécie de “revolução silenciosa”, considerando que Portugal tem condições para a implementação de novos projectos. Ao mesmo tempo, “a região Norte fica mais rica”, concluiu o director do parque.

Marta Costa