Ser presidente do Rotary foi “experiência notável”

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O Rotary Club da Maia procedeu em julho à transmissão de tarefas. Numa cerimónia ao jantar, Paulo Ramalho entregou o testemunho da liderança dos rotários a Artur Castro, engenheiro civil com 34 anos.

A nova presidente da Casa da Amizade é Antónia Saavedra, titular de um cargo que, ao contrário do habitual, não coincide com a mulher do presidente do Rotary.

Após um ano à frente desta instituição de cariz humanitário e de serviço à comunidade, Paulo Ramalho afirma ao Primeira Mão que sai muito enriquecido a nível pessoal, já que este foi “um ano muito especial”, em que teve oportunidade de “prestar o contributo à promoção dos valores do movimento rotário aqui na Maia, liderando um conjunto de companheiros em torno de uma forma de estar e de ser na comunidade, assente num desiderato comum – dar de si, antes de pensar em si.

E em que os valores da ética e da humildade se cruzam de forma plena e com naturalidade”.

Por outro lado, sublinhou o presidente cessante, participou “de forma activa na promoção e concretização de projetos a favor da comunidade que me ofereceram um capital de conhecimentos e de experiências que me enriqueceram sobremaneira enquanto ser humano e cidadão”.

Ramalho reflete que, “apesar de toda a evolução, o mundo é ainda muito desigual, e por muito que tenhamos feito, faltará sempre muito a fazer. Mesmo no mundo perto de nós, da nossa comunidade…E não chega falar, reclamar, é preciso agir e levar outros também a agir, e de alguma forma conseguimos dar passos nesse sentido, procurando afirmar uma cultura de exemplo”.

Ano foi “muito cheio, a nível de projetos a favor da comunidade”

O lema rotário do ano 2016/2017 era “Rotary ao serviço da humanidade”. E de facto, Paulo Ramalho avalia o último ano como “muito cheio, a nível de projetos a favor da comunidade”.

Assim, o clube apoiou e desenvolveu “parcerias com o Instituto Português de Afasia, que desenvolve ações no domínio da ajuda a pessoas com problemas de comunicação, com a Conferencia Vicentina da Maia, que promove uma trabalho notável junto das famílias mais fragilizadas da comunidade, com o Banco de Leite a favor das crianças de São Tomé e Príncipe, com o GEPE-Grupo de Entreajuda na Procura de Emprego, com o Bootcamp em empreendedorismo social, que mobiliza e forma jovens para intervenção ativa na resolução de problemas da sociedade e com a ONG Mundo a Sorrir, através da qual promovemos o projecto ‘Literacia em Saúde Oral’, junto dos jardins de infância da Misericórdia da Maia e da ASMAN.

Promovemos ainda o projeto dos ‘Prémios de Mérito Escolar’, através do qual distinguimos os melhores alunos dos estabelecimentos do ensino técnico-profissional do concelho.

Homenageamos também o Coral Infantil Municipal dos Pequenos Cantores da Maia, pela passagem dos seus 25 anos, no âmbito da distinção do Profissional do Ano.

E continuamos a apoiar o nosso grande projecto, que vai já com 14 anos de existência, e que é o Instituto Cultural da Maia, hoje claramente uma universidade sénior de referência na região”.

Promoção da reflexão sobre temas da atualidade

A nível da reflexão de assuntos da atualidade, que é também uma caraterística do movimento rotário, Ramalho destacou a realização de palestras sobre a importância do acesso à educação e cultura na construção de um mundo menos desigual, a sucessão nas empresas familiares, a afasia e a integração das pessoas vítimas deste problema na família e na sociedade, a água potável e os problemas hidro-sociais do século XXI e a genética do autismo, para as quais foram convidados diversos especialistas.

Paulo Ramalho faz questão de deixar “uma palavra à Casa da Amizade, que é uma estrutura feminina ligada ao Rotary Club da Maia, que este ano foi liderada pela minha mulher, Alexandra, e que foi um excelente parceiro do nosso clube e desenvolveu também um projeto muito interessante a favor do pólo da Maia da Raríssimas- Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras”.

No âmbito desta atividade junto do Rotary Club torna-se possível um conhecimento aprofundado da comunidade e a divulgação de alguns aspetos que merecem ser destacados.

Dada a sua atividade como vereador na Câmara Municipal, Paulo Ramalho conhece o concelho, ainda assim, nos últimos doze meses, admite que teve a “oportunidade de contactar em concreto com situações e problemas que acrescentaram muito ao conhecimento e, designadamente, ao meu olhar.

Por trás de um mundo de generalidades e coisas que aceitamos como normais, há um outro mundo, de detalhes, que também tem pessoas e que tornam o nosso olhar e o nosso viver algo diferentes.

E sinceramente, acho que a comunidade da Maia vai conhecendo cada vez mais o movimento rotário como alguém que procura dar um contributo efetivo, por mais simples que seja, para a construção de um mundo melhor, menos desigual e assente em valores e princípios de ética, de solidariedade, de mérito e de justiça”.

O que mais marcou o mandato?

A esta questão, Ramalho diz ter apreciado particularmente a participação em projetos a favor da comunidade.

“E não posso esquecer o grande momento que foi para o nosso clube a homenagem que fizemos aos 25 anos dos Pequenos Cantores da Maia, em que o maestro Victor Dias prestou um contributo notável.

Mas devo reconhecer que o que mais me marcou foi a forma como os meus companheiros se mobilizaram para que pudéssemos alcançar os objetivos do ano rotário. Eles que na sua maioria também já foram presidentes.

Ou seja, foi esse apelo constante à humildade e à disponibilidade para servir que mais me marcou”.

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