Primeira fase do Centro Paroquial de Folgosa está pronta

0
241

Quando tomou conta da paróquia de Folgosa, o padre Orlando Santos deparou-se com uma situação que era praticamente caso único na Vigararia da Maia. As crianças tinham catequese na Igreja Paroquial. Sendo uma solução longe da ideal, o também vigário da Maia tratou de encetar contactos e realizar obras na casa paroquial, que passou a acolher as crianças. Mas seria uma situação também provisória. O ideal seria criar um espaço próprio para a formação cristã e humana.

Da ideia, à execução foi um passo. Um passo que passou pela negociação de terreno com o proprietário e para a qual contou com a ajuda da Câmara Municipal da Maia. Negociações concluídas, a paróquia de Folgosa conseguiu 3200 metros quadrados de terrenos para edificar a obra. E no passado domingo, as portas da primeira fase da construção do Centro Paroquial de Folgosa abriram-se para mostrar a obra feita. A primeira fase, de pedreiro, está concluída. “O espaço está criado. Agora temos de lhe dar o corpo. Esta fase é realmente uma fase muito importante em que se implantam as estruturas e agora vem o complemento”, conta o pároco.
Orlando Santos considera “muito” importante abrir as portas de uma casa que pretende que seja de todos para que as pessoas possam ver o que já está feito, “e já estão bem delineadas as salas e os espaços”, mas também o que ainda é preciso fazer. “É um espaço que vai permitir que a família de Folgosa se reúna, que ela ali encontre um espaço de cultura e também um espaço de formação cristã e humana”.

O pároco não sabe ainda as valências complementares que podem surgir. Certo é que há espaço disponível para ocupar “em conformidade com as necessidades, com aquilo que for mais oportuno”.
O centro paroquial vai dispor de um auditório com capacidade para 250 pessoas sentadas, e com a possibilidade de acolher mais. Como o intuito é fomentar a formação humana e cristã, o projecto contempla 10 salas para os 10 anos de catequese básica. Têm assegurada uma modalidade desportiva. “É apenas o sinal do muito que lá poderá fazer-se. Orlando Santos pretende que seja também um local de convívio, “que seja aproveitado para convívios da comunidade, reuniões de pais, trabalho de jovens e até teatro. Acima de tudo, será um espaço para “aquilo que a comunidade quiser”. “É uma casa que está disponível”.

O vigário da Maia gostava que no próximo ano os trabalhos da segunda fase da obra pudessem arrancar. No entanto, admite que “tudo” depende das pessoas de Folgosa, que não podem estar à espera que os outros façam as suas próprias obras. “Nós é que temos que as fazer e Folgosa tem capacidade para isso. Tem vivido muito na estagnação e no marasmo e realmente eu disse que era preciso que a paróquia tivesse outra postura”, sublinha.

A empreitada vai contar também com a colaboração da Câmara Municipal da Maia. “Já nos deu uma ajuda, mas nós esperamos mais porque comprometeu-se em dar-nos uma ajuda de 25 por cento do custo da obra, o que aliás é muito”. Depois, Orlando Santos conta ainda com a devolução do IVA. Se assim for, “podemos, sem dúvida, dar mais um arranque na obra e ver realizado de uma forma tão espontânea, tão simples, tão anónima aquilo que à partida nos parecia quase impossível e um verdadeiro sonho”.
A primeira fase custou cerca de 300 mil euros. O resto, não sabe ainda quanto vai gastar. “Admito que se multiplique pelo dobro”.

Uns poderão dizer que é mais do que aquilo que Folgosa precisa. Orlando Santos garante que o projecto foi pensado “não só para corresponder às necessidades do momento, mas também às necessidades do futuro. Espero que durante umas décadas, este espaço seja o necessário para as valências e as necessidades que a comunidade de Folgosa possa apresentar”.

Isabel Fernandes Moreira