Todos à procura do Hugo Oliveira

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Hugo Oliveira
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Família e amigos realizaram buscas intensas, a Polícia Judiciária está a investigar, mas até agora não há sinais do jovem Hugo Oliveira, de 16 anos. Desapareceu no dia 7 de fevereiro. Saiu de casa, em Gueifães, Maia, para ir às aulas e nunca mais foi visto pela família.

O pai de Hugo, Paulo Oliveira, confirmou-nos que ainda não conseguiram qualquer contacto com o filho, oito dias após o seu desaparecimento (completados ontem, dia 16), e que o telemóvel do jovem encontra-se desligado desde o dia em que desapareceu. “Não há novidades, está tudo na mesma”, disse-nos Paulo.

A procura e os alertas, que passaram também pelo serviço municipal de Proteção Civil da Maia, continuam na tentativa de conseguir informações acerca do Hugo Oliveira. A família, amigos e vizinhos não compreendem esta ausência repentina e todos são unânimes em explicar que o jovem era um adolescente que não causava problemas, “um bom miúdo”, que tinha uma vida normal de frequência do 11º ano na Escola Secundária da Maia e de dedicação ao desporto.

Hugo Oliveira era atleta de voleibol no GDC Gueifães onde chegou a subir de escalão por ser um rapaz alto (1, 80m) e com boas aptidões para a modalidade, integrando até há um ano a equipa de Juniores.

Devido a uma lesão no joelho estava em recuperação e aguardava ansiosamente pela consulta de avaliação no Hospital de S. João, marcada para o próximo dia 20. Esta avaliação poderia ditar a decisão da sua “transferência para uma outra equipa” e, de acordo com o pai, o jovem tinha muita expetativa. “Tenho esperança que ele apareça para o poder levar à consulta”.

O certo é que na página do Facebook do Hugo, ele já se assumia como atleta da Associação Académica de São Mamede, sendo notório, através dos seus posts, a sua dedicação ao voleibol e o gosto pelo desporto em geral.

Há alertas colados por toda a cidade da Maia e arredores, muitos alertas no Facebook, que projetou o caso a nível nacional e conseguiu a simpatia de algumas figuras públicas. Estes casos com grande exposição mediática criam, por vezes, segundo os especialistas, receio nos filhos para voltar para a casa, mas o pai garante que “ele não tem de ter medo de vir. Estamos cá para o ajudar”.

Angélica Santos

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