Quartel aberto em Pedrouços para chegar à população (vídeo)

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A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pedrouços está a realizar um Quartel Aberto. A iniciativa arrancou no passado sábado, com uma sessão de abertura que contou com alguns convidados, e vai estar de portas abertas à população até ao dia 27 de Junho.

De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrouços, Domingos Ferreira, esta é uma forma da população ficar com uma noção mais próxima da realidade daquilo que são as necessidades da corporação, saber quais são as suas potencialidades e o que é que fazem no dia-a-dia. “Pensam que os bombeiros só apagam fogos, mas não. Há muita área de saúde, há muita área de sensibilização, muita área operacional, portanto, é uma maneira de as pessoas virem ao nosso encontro”, sublinha Domingos Ferreira.

Durante este quartel aberto, as pessoas podem receber conselhos sobre, por exemplo, socorrismo básico, a melhor forma de agir em caso de incêndio nas suas casas, como utilizar os extintores. Vão também fazer rastreios na área da saúde e realizar vários exercícios operacionais. Mas também não vão faltar momentos de animação musical e petiscos.

Todas as situações de chamada estão a ser atendidas a partir do quartel aberto, local onde estão todos os meios, sendo que as comunicações estão a ser feitas via telemóvel e rádio porque apenas a central de comunicações não foi possível deslocalizar do quartel. “A facilidade de saída e rapidez é imediata”.

Durante o discurso de abertura o comandante falou de um desejo seu que é “mais uma necessidade” da corporação, que se prende com a aquisição de uma viatura de combate a incêndios urbanos. “Somos a única corporação que não tem essa viatura e ainda não nos foi dada a oportunidade pelas entidades e temos na nossa área operacional prédios com 20 andares e, às vezes, mete medo. Eu costumo dizer que é um milagre cada incêndio que se combate. Tem corrido bem mas um dia pode correr mal porque não temos resposta nesse aspecto porque não temos exaustor de fumos para retirar do interior, não temos produtor de espumas para cobrir qualquer área de fogo, portanto, esta necessidade é primordial porque temos um tecido urbano muito aglomerado, muito alto e preciso de imediato, com o esforço de todos, de uma viatura dessas porque é um grande risco não a ter”, afirma o comandante.

A viatura custa cerca de 250 mil euros e os Bombeiros de Pedrouços, diz Domingos Ferreira, não têm “qualquer possibilidade de fazer face a uma despesa dessa natureza”. Para já, através de uma candidatura ao QREN estão a tentar comprar material individual, fatos que lhes permitam uma aproximação ao fogo.
No dia da abertura do qualquer aberto, a corporação aproveitou para entregar as divisas a 11 estagiários, que começaram o curso em Março. Nos próximos meses, como não há curso, vão prestar alguns serviços de apoio no quartel e em Dezembro deverão fazer o exame final.
Actualmente, a corporação de bombeiros de Pedrouços tem cerca de 62 elementos, desde o infante mais novo ao voluntário mais velho. Mas bombeiros operacionais, com toda a formação necessária são cerca de 38 elementos.

Durante a sessão de abertura, o presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes, lançou um desafio à corporação. A Serafim Adalberto garantiu que se ele conseguir negociar o terreno onde está o quartel aberto para construir um quartel para a corporação, a edilidade maiata ajuda na construção. Um desafio que apanhou o presidente dos bombeiros de surpresa, confessou. No entanto, disse estar feliz e ainda “nem acreditar na proposta”. “Fiquei super surpreendido. Ainda não estou em mim e é claro que vou encetar diligências para rapidamente saber se os proprietários estão interessados em negociá-lo”.

Serafim Adalberto sabe que a tarefa não é fácil. “Estamos a falar do melhor lote de terreno existente na freguesia”.
O presidente não esconde que gostava que isso fosse possível porque às actuais instalações não chama quartel, apenas uma parte do quartel. “Um quartel tem dimensão, tem estruturas, aquilo foi um ‘lego’ que se foi montando e já nem temos lugar para as poucas viaturas que temos. Precisamos mesmo de ter um quartel a sério. Era um orgulho para nós”, conclui.

Isabel Fernandes Moreira