Quartel dos Bombeiros de Moreira em renovação (com áudio)

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Têm sido de mudança os tempos no quartel dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia. Ou melhor, de renovação. Para dar melhores condições de trabalho aos funcionários e colaboradores. No primeiro piso do edifício, já foi intervencionada a sala da direcção e a secretaria. Em ambos os casos, pintadas de novo, com a alcatifa a ser substituída por soalho flutuante, equipadas com ar condicionado e colocação de calhas para evitar um amontoado de fios eléctricos à vista.

Mas há mais. Desapareceu a imagem que o presidente da direcção, Rocha Nunes, dizia ser “uma vergonha”, na central telefónica. Agora, “é totalmente nova”:

[audio:30_agosto_central.mp3]

Quanto ao equipamento da central, também é novo. Falamos do aparelho que faz a recepção de todas as ligações, já que anteriormente “era mais confuso” e “não chegava correctamente o som às viaturas”, comentava um bombeiro da corporação durante a visita de PRIMEIRA MÃO ao quartel.

Renovadas estas instalações, considera o presidente que não haverá necessidade de transferir os serviços para o edifício em construção do lado esquerdo do portão, um projecto do seu antecessor, mas cuja obra tem estado parada. Apesar de em fase final de construção, que Rocha Nunes gostava de ver concretizada ainda no decorrer deste mandato. Mas não para passar para lá a secretaria, a central telefónica e o comando, projecto a que Rocha Nunes sempre se opôs:

[audio:30_agosto_edificio_bombeiros.mp3]

Como alternativa, o actual presidente optaria por arrendar o espaço a uma entidade, por exemplo, bancária, depois de obtida a licença de utilização, criando ali uma fonte de receita para os bombeiros.

Ainda neste mandato, a direcção quer substituir o quadro eléctrico do quartel, “que está ultrapassadíssimo”, e acabar de pintar todo o quartel – interior e exterior – intervenção que já estava prevista no plano de actividades e orçamento para 2011. Rocha Nunes mantém ainda a intenção de remodelar os balneários e a camarata, tornando o espaço “mais moderno e mais funcional”.

Pouco a associação humanitária tem gasto com esta renovação. A mão-de-obra é da casa, a cargo de bombeiros duplamente voluntários: na missão que desempenham diariamente e nas obras que têm sido feitas, assim como muitos dos materiais utilizados também têm sido oferecidos à instituição. O único investimento foi feito com os fios eléctricos, as calhas e o equipamento da central de comunicações. Neste caso, por cerca de seis mil euros, incluindo também a nova antena.

Marta Costa