Ramal de acesso à A41 acaba com “ponto negro” da Maia

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Já foi cortado ao trânsito, na semana passada, o acesso à A41, no sentido do Aeroporto, a partir da Estrada Nacional 14. Esta era uma velha aspiração da Câmara Municipal da Maia que pretendia acabar com um dos mais perigosos pontos negros das estradas do concelho. “É uma entrada extremamente perigosa, onde se têm dado muitos acidentes”.
Mas o encerramento só foi possível, conta o presidente da edilidade, Bragança Fernandes, porque está concluído o ramal de acesso à A41.

O novo acesso, com indicação “Aeroporto” surge no sentido Maia / Porto uns metros à frente. Para quem vier no sentido Porto / Maia e quiser entrar na A41 para seguir para Matosinhos tem duas alternativas. Pode seguir em frente, sair para o hipermercado e voltar a entrar na EN14, ou então sair para a A41 no sentido Matosinhos / Paços de Ferreira, sair no nó do Requeixo, contornar a rotunda e entrar novamente na A41 no sentido desejado.
Mas Bragança Fernandes aponta outra alternativa – a via paralela. “Se estiver no centro da Maia, pode seguir pela rotunda de Brandinhães, apanhar a via paralela e entrar na A41 no sentido que entender”.
“Foi tudo acautelado, tudo revisto pelos serviços técnicos, agora é preciso é que a Estradas de Portugal, resolva em primeiro lugar o nó do Jumbo e quando isso acontecer, vai tudo circular em boas condições”, espera Bragança Fernandes.
Estas pequenas alterações ao trânsito, necessárias para acabar com um dos pontos negros das estradas da Maia, já não são novidade. Tinham sido anunciadas pelo vice-presidente da Câmara Municipal da Maia, António da Silva Tiago, na altura em que foi assinado o protocolo entre a autarquia, o Grupo Auchan e a EP – Estradas de Portugal S.A. “Com este nó melhorado essa viragem vai ser impedida no ponto onde se faz hoje e, portanto, o trânsito quando quiser virar para o aeroporto terá que ir a este nó reformulado, voltar para trás e entrar à direita na A41 e isto também foi uma imposição da EP”, explicava o vice-presidente da edilidade.

A obra é desenvolvida na sequência do protocolo assinado entre a Câmara Municipal da Maia, a EP-Estradas de Portugal, S.A. e a Companhia Portuguesa de Hipermercados (CPH).
Será a primeira fase da variante à EN14 e visa permitir uma adequada fluidez do tráfego em toda a zona. O protocolo tinha sido aprovado pela autarquia, no final do mês de Agosto do ano passado e assinado em Fevereiro deste ano, depois de ratificado pelo secretário de Estado das Obras Públicas.

O projecto surge no âmbito da ampliação e remodelação do Jumbo da Maia. Para que a empreitada possa seguir em frente, a EP obriga à realização de obras nas infra-estruturas rodoviárias de acesso à área comercial, em concreto no Nó do Chiolo, precavendo um maior volume de tráfego. “Isso foi uma exigência”, afirmava o vice-presidente da Câmara Municipal da Maia, em declarações a PRIMEIRA MÃO, por altura da assinatura o protocolo.
A área total da intervenção abrange uma zona incluída na rede viária municipal, a qual está sob a jurisdição da Câmara Municipal da Maia e uma zona incluída na rede rodoviária nacional, a qual está sob a gestão da EP – Estradas de Portugal S.A. Destaque ainda para a relevância desta intervenção para aquela zona da freguesia de Barca, na medida em que vai permitir o estabelecimento de um novo e rápido trajecto viário entre o centro da freguesia e a EN 14.

De acordo com o protocolo estabelecido a EP compromete-se a expropriar ou a negociar previamente os terrenos para a construção do nó e o Grupo Auchan compromete-se a executá-lo de modo a ficar pronto antes das suas obras internas.
Diz António da Silva Tiago que a área de intervenção inclui uma via municipal, e já foi declarada a utilidade pública e “urgência de expropriação” de uma parcela de terreno com a área de 4510 metros quadrados, por ser “indispensável” à execução da via de ligação à zona industrial Maia I, às estradas nacionais 14 e 107. Nesta matéria, indica o protocolo, a câmara “apesar de não ter elaborado documento escrito de aquisição da parcela, entende que a parcela de terreno lhe foi oferecida gratuitamente pelo antigo proprietário da parcela, o já falecido Joaquim Almiro Moreira Torres.
A obra vai ter uma duração aproximada de 12 meses e vai dotar as respectivas vias de características que vão permitir o cumprimento das condições de segurança e circulação.
As obras poderão implicar algumas alterações ao trânsito.

Acessos à Zona Industrial

Bragança Fernandes justificou ainda algum congestionamento na Zona Industrial da Maia. Nesta altura, “há alguma confusão no trânsito” porque a edilidade está a aproveitar todo o envolvimento das obras para fechar a Avenida Sá Carneiro para colocar uma recarga betuminosa em toda a sua extensão. “Estamos a requalificar toda aquela via e estamos ainda a construir duas novas rotundas, uma junto à Avenida Belmiro de Azevedo, porque estava lá uma provisória, e outra junto a Frederico Ulrich, já entramos em diálogo com a Efacec para que eles nos cedam um pouco de terreno”.
No entender de Bragança Fernandes são tudo empreitadas que “vão dignificar e muito a nossa Zona Industrial porque fica ali uma via com bons acessos, uma via requalificada que, a partir daí, vai directamente à A41 para nascente ou para poente”.

Isabel Fernandes Moreira

3 COMENTÁRIOS

  1. É falso, o que o Eng. Silva Tiago, diz, acerca da parcela de terreno com a área de 4510 metros quadrados, por ser “indispensável” à execução da via de ligação à zona industrial Maia I, às estradas nacionais 14 e 107 lhe foi oferecida gratuitamente pelo antigo proprietário da parcela, o já falecido Joaquim Almiro Moreira Torres.
    Na altura da construção do jumbo, foi necessário o pre. da camara, Drº Vieira de Carvalho, falar com vários propriétarios dos terrenos, para os acessos ao jumbo e zona industrial. Nessa altura, o drº Vieira de Carvalho, referiu a alguém, que está VIVO, que estava em negociação, com o sr Joaquim Almiro Torres, para lhe dar contrapartidas, pelo referido terreno. As contrapartidas seriam poder de construção. Penso que armazéns.
    Na mesma altura, esta pessoa que está, VIVA, pediu o mesmo tratamento, em contrapartidas do mesmo teor, tendo para tal conversado com o sr Joaquim Torres.Está disponivel para o testemunhar, apesar da elevada idade.
    É lamentavel, falar em nome de quem não se pode defender, por estar morto…
    Haja vergonha e decençia.

  2. Lamento dizer mas têm aí um erro no que toca à designação das vias: não é Avenida Sá Carneiro mas Via Dr. Francisco Sá Carneiro.

    E já agora, um irónico BRAVO a quem se lembrou de fechar de forma integral essa mesma via para a recarga betuminosa. Já temos tantas alternativas à N14 que fechar essa é, de facto, um fait diver.

  3. É de lamentar, que certas e determinadas obras venham a prejudicar diariamnete a vida das pessoas.

    Sou uma cidadã assídua, da Zona Industrial da Maia e o que mais me revolta, é faço o mesmo percurso há anos e só agora vieram prejudicar os acessos a todos aqueles que trabalhas na Z.I. da Maia.

    Só para terem uma ideia:

    Moro no Castêlo da Maia e antigamente para ir para o meu local de trabalho, demorava 5 minutos, visto que trabalho no sector X (perto do Leroy Marlin), agora tenho k sair meia hora antes para poder chegar a horas no meu local de trabalho. Para quem faz disto local de passagem, sabe perfeitamente, que o mais revoltante, foi cortarem os acessos já há semanas e não se vê vida alma a trabalhar ali, no local dito de obras.

    Para isso, fechavam as ruas mais tarte ou até mesmo quando fosse para começar as obras.

    1º – Cortam a rua principal que liga os sectores VIII e X;
    2º – Nem têm o cuidado de colocar desvios correctos;
    3º – Informação – NENHUMA;
    4º – Logo pela manhã, já há stress, trânsito na Estrada Nacional e chegamos ao nossos trabalhos, como se estivessmos a trabalhar já há 3 horas ou mais,….

    Mas, Portugal é assim minha gente,

    Cumprimentos,

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