Recolha do programa “Natal sem Igual” segue para S. Tomé e Príncipe

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São 287 as caixas com brinquedos, bolas, jogos didácticos e de entretenimento, cadernos e livros, dicionários e gramáticas, manuais escolares, cadernos, lápis e esferográficas, pastas escolares entre muitos outros materiais, que vão seguir para S. Tomé e Príncipe. É o resultado da edição de 2009 do programa de animação natalícia “Um Natal sem Igual”, que foi entregue esta quarta-feira, no fórum Jovem, por alguns alunos da escola de Frejufe, à FAMA – Fundação Aurélio Martins e à Associação para a Cooperação, Cultura e Desporto entre Portugal e S. Tomé.

 

A iniciativa é promovida pelo pelouro da Juventude da Câmara Municipal da Maia junto das escolas básicas do concelho e jardins-de-infância. Durante uma visita às escolas de uma equipa de animadores, liderada pelo Pai Natal, é entregue aos meninos uma lembrança oferecida pela edilidade e eles, por seu lado, doam alguma coisa destinada a causas solidárias. Envolvendo os cerca de 6500 alunos e toda a comunidade escolar, com o objectivo de incutir um espírito de solidariedade nos mais novos.

E a missão tem sido cumprida, garante o vereador do pelouro. Foi pedido às crianças que disponibilizassem alguns dos seus brinquedos e algum do seu material didáctico, que já não usam mas que ainda estão em bom estado, e que os oferecessem aos meninos de S. Tomé e Príncipe. Mas a verdade, conta Hernâni Ribeiro, é que alguns acabaram por entregar na escola alguns dos seus brinquedos preferidos. “Temos relatos por parte dos professores, de pais que foram à escola porque de um momento para o outro viram desaparecer o brinquedo com o qual o filho brincava diariamente e quando perguntavam na escola ficavam então a saber e ficavam satisfeitas por saber que o filho tinha abdicado de um brinquedo para este fim”.

O vereador acrescenta ainda que são histórias como estas que o fazer acredita no programa e acreditar que este, agora na quarta edição, “vai pelo bom caminho”.

Na edição de 2009 do programa “Um Natal sem Igual”, a pelouro da Juventude decidiu escolher S. Tomé e Príncipe porque, por um lado, se trata de um país com quem a Maia tem vindo já a colaborar em diferentes áreas. Por outro lado, refere o vereador, porque se trata de um país muito jovem, onde “60 por cento da população tem menos de 25 anos”.

Os brinquedos e material didáctico recolhidos foram armazenados em 287 caixas, 71 caixas com peluches; 43 com jogos didácticos; 96 com brinquedos diversos, nomeadamente carrinhos de bonecas, triciclos, matraquilhos, plasticinas, legos e patins, entre outros; 20 caixas com bonecas, oito com mochilas; 37 com livros; nove com material didáctico, designadamente cadernos, manuais escolares, lápis e esferográficas e enciclopédias; uma caixa com material audiovisual e duas caixas com bolas de futebol, voleibol e basquetebol.

O material vai seguir agora para S. Tomé, com a colaboração da Fábrica de Tintas KAR, que se responsabiliza por fazer chegar os caixotes a África. Por isso, o sócio gerente da empresa, Manuel Monteiro, que marcou presença nesta entrega, recebeu um agradecimento especial por parte das restantes entidades. “O custo que depois envolveria o transporte acabaria quase por inviabilizar o projecto, ou se calhar, a fazer a campanha mas para instituições do nosso país, portanto, tenho que agradecer às Tintas Kar que, mais uma vez, dão esta ajuda”, afirmou Hernâni Ribeiro.

Depois, no terreno, a FAMA – Fundação Aurélio Martins e a Associação para a Cooperação, Cultura e Desporto entre Portugal e S. Tomé asseguram que todos os bens recolhidos chegarão aos seus destinatários e que se cumpre de forma plena a acção de solidariedade.

Os responsáveis estiveram presentes na entrega do material recolhido. Em nome da associação, o secretário-geral, Nuno Almeida, agradeceu aos meninos este espírito solidário porque o material conseguido vai fazer com os meninos de S. Tomé percebam que existem pessoas que se preocupam com eles e que se querem aproximar. Por seu lado, o representante da FAMA, António Schneider da Silva, manifestou o desejo de, um dia, os meninos das escolas da Maia poderem assistir à alegria dos meninos de S. Tomé quando recebem estas ofertas. “Vocês não acreditam na alegria que é para eles”, referia aos alunos de Frejufe.

Aos meninos desta escola, que representaram os cerca de 6500 alunos do ensino básico, o presidente da Câmara, Bragança Fernandes, convidou para uma visita ao seu gabinete como forma de agradecimento pela sua participação no programa e pela animação que fizeram no dia da entrega. Os alunos dançaram música africana para os presentes e depois, leram um texto que focava o espírito solidário.

Isabel Fernandes Moreira