Recolha selectiva alargada em 2009

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Os maiatos estão a separar, cada vez mais, os resíduos. A conclusão é da Empresa Municipal de Ambiente da Maia, com base nos dados quantitativos de 2008.

No ano passado, a Maiambiente recolheu – nos ecopontos, ecocentros e recolha porta-a-porta – e encaminhou para reciclagem e compostagem 13 129 toneladas de materiais. Só não entram nestas contas as cerca de mil toneladas referentes aos Resíduos de Construção e Demolição (designados RC&D), por não serem considerados resíduos urbanos.

Os números permitem ainda concluir que os resíduos encaminhados para reciclagem e compostagem já correspondem a 21,57 por cento do total de resíduos recolhidos no concelho.

Para o corrente ano, e em vez de novos serviços, a Maiambiente aposta no alargamento a todo o concelho dos projectos já existentes.

O enfoque vai para a recolha selectiva porta-a-porta de resíduos de papel, embalagens e vidro aos edifícios de habitação colectiva, que já tenham compartimentos próprios para a deposição dos resíduos. E são 700 já contabilizados pela Empresa Municipal de Ambiente da Maia, correspondendo a mais de duas mil habitações e cerca de 60 mil habitantes. Por esta altura, o serviço cobre entre 25 a 30 por cento da área concelhia.

O director-geral da empresa, Carlos Mendes, adiantou a Primeira Mão que que esse projecto de alargamento já arrancou e que no final do primeiro semestre os 700 edifícios já devem ter o “ecoponto de uso particular”.

Ouça as declarações de Carlos Mendes:

[audio:MENDES_RESIDUOS.mp3]

Para isso, já foram adquiridos os respectivos contentores, no âmbito de uma candidatura da Lipor aos apoios do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). Trata-se de uma viatura ligeira que já fazia parte da frota da empresa e que foi encaminhada para este serviço.

Outro projecto da empresa para 2009 é direccionado para os estabelecimentos de comércio e serviços. Pretende-se, até ao final do ano, alargar a todo o concelho a recolha de papel, embalagens e vidros. Neste caso, as recolhas são feitas a pedido dos estabelecimentos, através de uma linha telefónica gratuita ou do portal da Maiambiente.

Carlos Mendes está consciente que este alargamento “terá de ser feito de uma forma moderada”, até porque não há dados que permitam prever qual a quantidade de resíduos a recolher nos espaços ainda não abrangidos pelo projecto.

Marta Costa