Rede de Emergência Infantil vai ser alargada a mais 85 instituições

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O Governo quer reforçar a Rede de Emergência Infantil. Nesse sentido, vai assinar dentro de dias, os protocolos do plano DOM – Desafios, Oportunidades e Mudança. Tem como objectivo, dotar de mais qualificação e mais técnicos a rede de emergência infantil nos próximos dois anos. E que implicará um investimento de 12 a 15 milhões de euros.

Actualmente, a rede é constituída por cerca de 250 instituições, sendo que a maioria são Instituições Particulares de Solidariedade Social. Vinte e seis já estão abrangidas pelo programa de investimento. É o caso da Associação “A Causa da Criança”, que possui um Centro de Acolhimento Temporário para jovens e crianças em risco, em Vila Nova da Telha, e que conta com o apoio da Segurança Social.

Na prática, o programa de alargamento da rede de emergência infantil, implica mais meios e mais técnicos, que sejam capazes de avaliar de uma forma mais célere a situação das crianças, e de acompanhar a sua reintegração nas famílias. A ideia é assegurar que as crianças e adolescentes estejam o mínimo de tempo nas instituições, desde que sejam encontradas as respostas mais adequadas à sua situação. A resposta pode passar pela sua reintegração na família, pela integração em famílias de acolhimento ou pela adopção.

Álvaro Gil Azevedo, presidente da direcção da associação “A Causa da Criança” aplaude a iniciativa do Governo. Considera a medida “acertada”, atendendo que, principalmente junto dos grandes centros urbanos, esta é uma necessidade “cada vez mais premente”. O Centro de Acolhimento Temporário da associação, que está a um mês de completar o seu primeiro ano de funcionamento, foi criado para acolher 20 crianças em situação de risco e com mais dois lugares para situações de emergência. De acordo com o dirigente, o total da capacidade do centro já foi atingida, como acontece com a maioria dos centros de acolhimento temporário do Grande Porto. Desde a sua abertura, o CAT da “A Causa da Criança” acolheu 27 crianças, sendo que cinco delas foram reintegradas nas respectivas famílias. “Isso satisfaz-nos, porque é no fundo a verificação da nossa necessidade, do nosso trabalho e do nosso empenho”, sublinha.

O tempo de permanência de uma criança ou adolescente numa instituição de acolhimento não deve ultrapassar seis a nove meses, mas em muitos casos atinge um ano, ou mais. Uma realidade que o Governo pretende mudar, através deste programa que passará a abranger mais 85 instituições.

As adopções têm vindo a aumentar em Portugal. Até Agosto deste ano foram adoptadas 500 crianças, um número que representa o total de adopções em 2007. Mas ainda há 11 mil crianças a viver em instituições de acolhimento.

Fernanda Alves

4 COMENTÁRIOS

  1. Bom dia
    Sou Técnica Superior de Educação Social, e gostaria de saber relativamente a esta noticia do ProgamaDOM, quando vão abrir as candidaturas para os Técnicos e quais as novas Instituições que se Vão candidatar.
    Caso não possuam essas informações, poderão me dizer onde terei que me dirigir para as obter?

    Desde já grata pela atenção que irão prestar ao assunto,

    Atentamente

    Alexandra santos

  2. Mas ainda há 11 mil crianças a viver em instituições de acolhimento….e só 500 foram adoptadas este ano?? então os milhares de pais que estão á espera há anos para adoptar?? que pena não haver respostas para nada sobre este assunto, todas as matérias são sempre IGUAIS!!!!! Drº. Álvaro Gil Azevedo, ainda bem que está SATISFEITO com esta medida!!! só que por vezes estar satisfeito não chega,é preciso AGIR!!! para o bem de todas as 11 mil crianças que aguardam um CARINHO!!!

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