Reencontro de ex-combatentes na Maia

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A Companhia de Caçadores nº 1430 escolheu a Maia para o seu convívio anual. Foi a opção de João Guimarães, natural da Régua, mas a viver na Senhora da Hora há 38 anos. A Maia foi a opção, por ser “uma cidade próspera, uma cidade industrial e uma cidade com uma dinâmica enorme”.

O encontro de domingo acabou por ser o primeiro a realizar-se no Norte do país. Por norma, os convívios decorrem nas Beiras e Ribatejo, de onde são oriundos a maioria dos elementos.

A confraternização juntou 37 “camaradas”, como chamavam entre si durante a tropa, que prestaram serviço militar no Norte de Angola, entre 1965 e 1967. “Camaradas” e amigos, apesar de se tratar de uma amizade que nasceu do “sofrimento”, explicou João Guimarães:

[audio:COMBATENTES.mp3]

Nestes reencontros, recordam os momentos por que passaram no Ultramar, partilham as experiências vividas em comum e o rumo que cada um seguiu na vida. Mas não vêm sozinhos, ao contrário do que fazem outras companhias. Os antigos combatentes trouxeram as esposas, filhos (as) e genros / noras, mas também os netos e, em alguns casos, já os bisnetos. É uma mega-reunião de gerações.

Antes do almoço, foram todos recebidos no Salão Nobre da Câmara Municipal da Maia, pelo presidente, Bragança Fernandes.

Marta Costa

1 COMENTÁRIO

  1. Caro Ex-Combatente!

    Venho convidar-te a ver uma história de guerra vivida por mim há mais de 40 anos, em Moçambique e que ainda está à espera de conhecer um epílogo. Se gostares, conforme espero, nesse caso peço-te por favor que divulgues o episódio pelos teus contactos. A razão deste meu pedido facilmente a descortinarás durante o visionamento do vídeo que anexo.
    Um abraço de camaradagem
    Jaime Froufe Andrade

    http://www.youtube.com/watch?v=KrR0G262dqU

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