Santa Casa da Maia assinalou Dia do Idoso

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A Santa Casa da Misericórdia da Maia comemorou, na sexta-feira da semana passada, o Dia do Idoso. A data começou por ser assinalada com uma missa em São Pedro de Avioso, o ponto alto do dia para muitos dos idosos, que seguiram depois para um almoço convívio.

Depois da missa, foram chegando aos poucos para o almoço no lugar marcado. Os sorrisos multiplicavam-se, apesar dos notórios problemas de saúde de que sofrem alguns dos utentes. Era um dia diferente, um dia de carinho e de luta contra os problemas tão típicos da terceira idade.

Para a provedora da Santa Casa, Lurdes Maia, esta é uma forma de combater a solidão que sentem os mais velhos e um complemento ao que já é feito durante todo o ano nos centros de dia da Santa Casa da Misericórdia. “Os seus familiares estão a trabalhar e não podem estar com carácter de permanência. Esta é uma forma que eu acho simpática e simples de eles poderem conviver”.

Maria de Lurdes Maia frisou também a importância que a colaboração com outras entidades tem para que estes projectos sejam levados a cabo, principalmente ao nível do transporte. São pessoas idosas, com dificuldades de locomoção. Além dessa contrariedade, cada centro de dia comporta, em média, cerca de 25 pessoas, número que complica o transporte dos idosos, já que a maior parte dos veículos dispõe apenas de nove lugares. “Temos que fazer três ou quatro viagens para os deslocar a todos e isso condiciona estas festas”, confessa a provedora da Santa Casa da Misericórdia da Maia.
Apesar dos problemas, foi a alegria que esteve em primeiro plano e isso era visível no rosto dos que participaram na festa. Era o caso de Maria Amélia Pereira, uma das primeiras a chegar. Ainda à espera das amigas, confessava que “se não fossem estas reuniões não havia tanta alegria” e dizia que “já pouco tinha na vida” e que estes convívios são “muito bonitos”.

Também descontraído, António Santos esperava ansiosamente pelos petiscos que iam ser servidos, mas elogiava a Santa Casa pelo levar a cabo deste tipo de iniciativas. Mas estava ali era mesmo “pelo convívio e pelo tacho”, exclamou.
O almoço terminou com uma actuação levada ao palco pelos colaboradores da Santa Casa da Misericórdia da Maia. “Este ano é uma festa feita com prata da casa. Habitualmente convidamos grupos de outros concelhos, que trabalham com a terceira idade, mas este ano decidimos ser nós a tratar disso”, frisou Maria de Lurdes Maia.

Pedro Póvoas