Sede do Porto da Ordem dos Médicos recebe aniversário da APED

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Num “RETORNO ÀS ORIGENS, DA APED”, a Associação Portuguesa para o Estudo da Dor comemorou o seu 20º aniversário. O evento realizou-se na Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos, no Porto.
A comemoração foi este sábado e no dia anterior a associação promoveu dois workshops dirigidos a profissionais de saúde, um sobre técnicas de comunicação e apresentação e outro de avaliação e registo de enfermagem em doentes com dor, também na sede do Porto da Ordem dos Médicos.

O presidente da APED, Duarte Correia, afirmou que a associação apesar dos vinte anos de trabalho produtivos “é sempre insuficiente. A APED tenta promover o tratamento da dor como um objectivo de todos os profissionais e um direito dos cidadãos. Ao longo destes anos temos procurado tornar a dor visível, tentado que essa dor seja regista em todos os centros de saúde, temos tentado que os doentes sejam tratados de uma forma rápida, efectiva e eficiente e temos, em colaboração com várias instituições, tentado despertar para esta doença silenciosa que é a dor crónica”

A dor crónica pode ser tratada através da prescrição de medicamentos opióides que aliviam o sofrimento de quem sofra deste mal, contudo Duarte Caldeira garantiu que “é obvio que nem todos os doentes precisam de fármacos opióides e nem com analgésicos se trata a dor. A dor envolve muito uma componente sensorial, emocional e além da sua componente física e teremos que tratar uma dor de uma perspectiva multidimensional. Tratar a parte psíquica, a parte afectiva, reintegrar esses mesmos doentes que têm problemas sociais. Teremos também os tais procedimentos evasivos que têm a sua indicação. E os fármacos, obviamente que os opióides são fármacos imprescindíveis quando a dor e muito severa, quando a dor é muito grave e quando não passa com um recurso ou outro a diferentes técnicas ou procedimentos. A APED fará todo o possível e continuará a fazer para que os doentes diagnosticados com dor sejam uma realidade, para que o tratamento da dor não seja um mito e seja um direito efectivo dos cidadãos serem tratados da sua dor em tempo útil.”

André Pinto