Serafim Adalberto mais três anos nos Bombeiros de Pedrouços

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O domingo passado foi dia de festa em Pedrouços. E de neve também. Pouco habituais por estas paragens, pequenos flocos de neve caíram no início da cerimónia de tomada de posse dos novos corpos dirigentes dos Bombeiros Voluntários de Pedrouços, que decorreu em paralelo com as comemorações do 28º aniversário da corporação humanitária maiata. O frio fazia-se sentir com muita intensidade, mas isso não demoveu muitos pedroucenses de assistirem à cerimónia, nem tão pouco os membros da corporação, que desfilaram, vestidos a rigor, na recepção aos elementos oficiais que estiveram presentes em Pedrouços. Na fanfarra dos bombeiros, nem mesmo a indumentária feminina, que é algo reduzida, demoveu os elementos de participar na cerimónia, apesar das temperaturas quase negativas que se faziam sentir nesta freguesia maiata.

O palco da tomada de posse foi o edifício contíguo à sede dos Bombeiros Voluntários de Pedrouços, a junta de freguesia. O presidente reconduzido no cargo da direcção dos bombeiros pedroucenses, Serafim Adalberto, confessou ser difícil falar da obra desenvolvida até agora, mas era algo "incontornável". O representante máximo da corporação humanitária lembrou "os elogios de uns e as críticas de outros, estes últimos em menor número". Recordou também o trabalho desenvolvido "com a máxima transparência" que está à vista e "só não vê quem não quer ver".

Serafim Adalberto fez também um balanço do ano de 2009 em números. No ano passado, os Bombeiros Voluntários de Pedrouços transportaram 23 782 doentes e percorreram 573 982 quilómetros pelas artérias do concelho da Maia e adjacentes, num total de 2175 emergências. "Se era preciso e possível fazer melhor, as nossas desculpas, mas não o soubemos fazer", acrescentou Serafim Adalberto.

Na entrada de 2010, um novo mandato, a mesma direcção. Facto que Serafim Adalberto considera ser uma "pena", já que encabeçou a única lista candidata à direcção dos bombeiros pedroucenses. Facto estranho, considerou, já que se "tinham perfilhado vários críticos que tinham soluções para todos os problemas da corporação, com projectos fabulosos. Enfim, estava aparentemente tudo resolvido, o que nos permitiria a saída com o sentimento de dever cumprido. Pena nossa que mesmo com as nossas limitações, vamos continuar se Deus quiser".

Apesar do optimismo para mais três anos de mandato, Serafim Adalberto não esqueceu as dificuldades que a corporação vive, mais acentuadas durante os últimos dias de intempérie. "Chove dentro do quartel como chove na rua", facto que o presidente dos bombeiros de Pedrouços já tinha relatado a PRIMEIRA MÃO. Mesmo assim, amenizou a situação, ao considerar que as contrariedades dos últimos dias também "fazem parte do treino" dos elementos da corporação. "Como actuar quando metemos água", rematou. Dirigindo-se aos elementos da autarquia maiata presentes no auditório da junta de freguesia de Pedrouços, Serafim Adalberto expressou o desejo de fundar "uma escola de música para os jovens de Pedrouços e para a fanfarra dos bombeiros, que por vezes ensaia à chuva e ao frio", assim como o desejo da abertura de "um curso de bombeiros e de socorrismo" para a população interessada.

O comandante dos bombeiros de Pedrouços, Domingos Brites, salientou a importância da instalação de uma equipa de intervenção permanente para a corporação e falou também no estado "pouco confortável" do quartel da corporação, ao qual também está a faltar "uma camarata para as mulheres" dos bombeiros de Pedrouços. Emocionado, louvou também a "dedicação e o carinho" de quem abdica da família para ajudar terceiros. E foi aos bombeiros que apelou à continuidade do bom trabalho desenvolvido até agora. "Nunca deixeis de ser o que foram até hoje", reforçou.

Receptivo aos apelos da corporação de bombeiros esteve o presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes. O autarca garantiu que os apoios "são para aprofundar e continuar". Na calha estão os pedidos da corporação, no que diz respeito, por exemplo, ao parque para as viaturas que se está a revelar insuficiente, garantiram os responsáveis pela corporação pedroucense. Bragança Fernandes, à semelhança dos restantes oradores, agradeceu a "lealdade" dos homens que compõem a corporação, da qual depende a população de Pedrouços e algumas freguesias adjacentes. E lançou um apelo para a construção de um novo quartel. Meta para a qual todos devem lutar, no entender de Bragança Fernandes. "Eu digo todos, não só a Câmara Municipal, mas também os membros da corporação, o Governo Civil, o Governo Central e a população em geral".

1 COMENTÁRIO

  1. Não foi uma festa no sentido folclórico do termo.Estavam todos muto sisudos com o desconforto da neve, das abstrusas comemorações e do prolixo discurso de Serafim Adalberto (S.A.).
    Não esteve muita gente,aliás se se retirar do elenco os convidados restariam uma ou duas duzias de trauseuntes e sócios perdidos na gélida manhã.Convirá salientar o facto perverso que a cerimónia só decorreu no auditório da Junta por duas razões, a saber,primeiro porque é ali ao pé e a seguir, a inexistência de um salão nobre nos Bombeiros de Pedrouços. Para este facto concorre o desaproveitamento do espaço actual e a ocupação abusiva do 1º piso com gabinetes superfluos e salas com uso menor.Evidências…
    O discurso de S.A. é um poema!Ele é uma caixa de ressonância de si próprio, faz lembrar aqueles politicos que ensaiam a cábula vezes sem conta ao espelho. num estilo quixotesco á caça de gigantes e fantasmas a eito e a retalho.
    S.A. sabe que no 1ºmandato esqueçeu-se de por exemplo abrir o bar aos sócios e criar um site oficial.Perdeu o I.P.O. para os privados e aqui nasçe o seu descrédito, porque durante 19 anos o contrato vigorou ininterruptamente.Deste modo transformou os Bombeiros numa frota de carros ao serviço vulgar de clinicas de fisiatria para “tapar”a fuga financeira.Vir aqui afirmar que transportou x milhares de doentes em não-sei-quantos kilometros é de uma saloiíce atroz.
    O novo quartel.
    Á 2 décadas que se fala nisso.É óbvio que via QREN ou doutro forma quejanda o projecto deve avançar quanto antes.Fazer arranjinhos, remendos e obrinhas são desenrascanços á Portuguesa e não resolvem nada só protelam a decadência.
    O que não disse S.A. :
    1-Intimamente reprova a pedinchisse pelintra que tem de invariávelmente mendigar.
    2-Não suporta a malta do PSD da Maia (rejeitaram-nos para a Junta !).
    3-Não entende nada de Bombeiros.
    4-O bar era lugar de copofonia e impropérios e o famigerado Site é uma miragem informática.
    5-O seu dsicurso é absurdamente monocórdico.Repete-se até á exaustão.Um cinzentão em suma.
    6-No seu anterior mandato despejou dos quadros mais de 15 trabalhadores,não faz concursos com regras objectivas e não dá primazia ao recrutamento interno.
    7-Era impossível fazer pior que os seus antecessores, bastou uma gestão austera.Mas,reabrir a enfermagem, deslocar a Central, transformar o bar numa sala de convivio e abrir uma sala de formação com dinheiros publicos é obra!?…
    O que gostaria S.A.de ter dito ( mas não pode ) :
    1-A fanfarra,o Corpo Activo e os sócios estão com ele.
    2-Que vai deixar de fazer comunicações anuais e não convidará( jamais ) as suas “entidades oficiais”.
    «Ver p.f. Psicologia Elementar I-Traços Obsessivos»
    3- Que já entrou em serviço numa ambulância ou carro de fogo.
    4-Que nunca pagou multa por ter pessoas sem formação por si autorizadas,de serviço em viaturas de socorro.
    5-Que nunca pediu ao mecânico de serviço no quartel para um conserto breve no seu carro pessoal.
    6-Que nunca autorizou que um utente seja transportado á Rádio Popular (passe a Pub) para fazer compras.
    Enfim coisas deliciosas que S.A. não gostará de saber que se saibam, ou não…

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