“Serviços Municipalizados têm instalados 58 mil contadores de água. Admito que faltem dois mil”

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Com uma rede de abastecimento de água espalhada por todo o concelho, o administrador-delegado dos SMAS da Maia não vê razões para que haja maiatos a consumir água de poços. Em entrevista a PRIMEIRA MÃO, Albertino Silva refere que as “perdas” no sistema não passam dos 19 por cento.

Como se pode definir, neste momento, a “saúde” estrutural da rede de distribuição de água do município?

Os 28 quilómetros de tubagem que constituíam a velha rede de distribuição da Freguesia de Pedrouços já foram substituídos. O concurso para substituição das redes da urbanização da Seara, em Gemunde, e da Urbanização de Azenha Nova, em Gueifães, estão em curso. A saúde estrutural é boa porque o “doente é tratado a tempo e horas”.

Há alguns anos atrás a rede de água estava já muito próxima dos 100 por cento. Agora já atinge toda a população do concelho?

Toda a população do concelho da Maia dispõe de rede de água potável.

Ainda há muitas pessoas e residências de fora da rede, isto é, que não fizeram ainda a ligação?

Hoje, 21 de Outubro, os Serviços Municipalizados da Maia têm instalados 58 302 contadores de água. Admito que faltem dois mil.

A água dos poços no concelho é perigosa?

Sim, até porque está contaminada, entre outros, por pesticidas.

Como é a qualidade da água que os SMAS distribuem?

Óptima.

A Maia é o único concelho que integra os dois grandes sistemas de distribuição de água do Norte: as Águas do Douro e Paiva e as Águas do Cávado. Há, nesta dupla presença, alguma vantagem ou é apenas uma responsabilidade inerente à solidariedade e cooperação entre municípios?

Há uma vantagem inequívoca, só possível através de uma longa luta, luta essa que durou cerca de 20 anos. Vantagem que resulta do facto, evidente, de ser abastecido por duas origens de água em vez de uma só.

Ainda no sector da água, serão necessários investimentos para renovar a rede nos próximos anos?

Há necessidade em substituir as redes mais antigas e iniciar, paulatinamente, a telegestão.

Incomoda-o ver algumas pessoas a lavarem o passeio em frente a casa?

Na nossa região não há falta de água. Não significa isso que a água deva ser desperdiçada. Deve, pelo contrário, ser gasta com parcimónia e de forma racional.

O sistema de distribuição municipal de água tem perdas importantes, isto é, há água consumida que não é facturada?

As perdas são inferiores a 19% o que é muito bom. A nível nacional é da ordem dos 33%.

O factor preço, na sua opinião, deve ser um indicador de apoio à redução do consumo?

Há várias formas de promover a redução do consumo. O preço não será nem a única nem a mais importante.

No saneamento básico como define a situação do concelho em termos de cobertura? Está satisfeito?

Plenamente satisfeito, após uma vivência nos serviços Municipalizados da Maia de mais de 30 anos.

Neste domínio, serão ainda necessários esforços financeiros vultuosos para renovar a rede?

Será sempre necessário fazer uma gestão equilibrada, salvaguardando, com conhecimento de causa, os desafios futuros. Do ponto de vista financeiro o mais importante já foi feito.

Também aqui, há muitas habitações fora da rede?

Não há habitações fora da rede. Há algumas que ainda não estão ligadas à rede.

Como se pode convencer as pessoas a ligarem-se ao saneamento básico?

Através do dialogo, da informação e de apoio financeiro para aqueles que dele necessitam.

O factor preço, na ligação, pode ser encarado como um impeditivo?

Actualmente não! Há muitas formas de ajuda, desde o Programa Recrimaia até ao pagamento fraccionado das ligações.

As ETARs do concelho são suficientes?

As ETAR do Concelho da Maia, em número de três, são as necessárias e suficientes.

Recebem a totalidade das águas residuais produzidas no Município, sem excepção.

Já com alguns anos de funcionamento, as ETARs da Maia estão a necessitar de obras de renovação?

Não. Aliás, Cambados é uma ETAR nova. As outras duas – parada e Ponte de Moreira – estão bem e recomendam-se.

Como se caracterizam os Serviços Municipalizados da Maia em termos de meios, humanos e materiais?

Têm tudo o que necessitam para estarem posicionados entre os melhores existentes em Portugal.