Silva Tiago quer que economia se mantenha saudável protegendo os empregos dos maiatos

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António Silva Tiago (imagem cedida pela CMM)
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A propósito da entrada em vigor do novo Programa de Apoio Extraordinário à Economia Local, uma aposta da Câmara da Maia, entrevistamos o presidente da autarquia, António da Silva Tiago, que reforça que as medidas visam sustentar o emprego através de subsídios a fundo perdido.

O Programa de Apoio Extraordinário à Economia Local foi considerado por si um “apoio musculado” às empresas. Será um apoio que poderá segurar muitas das pequenas empresas no concelho, obrigadas a fechar a atividade devido à pandemia?
 
É essa a nossa ambição: contribuir efetivamente para que o tecido empresarial mais frágil consiga superar este momento tão difícil e que já se prolonga há tanto tempo. Por isso falo num apoio musculado.
São 1,2 milhões de euros, que têm por objetivo apoiar as micros e pequenas empresas da Maia, bem como os empresários em nome individual e permitir que os negócios sobrevivam, mas, em simultâneo, proteger o emprego em todo o concelho.
 
As empresas que já tiveram apoios do governo podem também candidatar-se a este apoio municipal desde que se encaixem nos requisitos ditados pelo regulamento do Programa de Apoio?
 
Claro que podem. Podem candidatar-se todos os que tenham tido um volume de negócios inferior a 350 mil euros em 2019, que tenham tido uma quebra de faturação igual ou superior a 35 por cento em 2020, tenham sede na Maia e que não tenham dívidas ao Estado nem ao Município. E isto independentemente dos apoios que já tenham conseguido por parte da administração central.
 
Uma vez que as empresas que usufruírem do Apoio Municipal ficarão vinculadas à obrigação de manterem os postos de trabalho, este Programa da autarquia é uma forma de proteger os empregos de muitos maiatos e assim ser um apoio indireto às famílias?
 
Esse é um ponto muito importante e um dos objetivos centrais do Programa Extraordinário de Apoio às Empresas lançado pelo Município da Maia. O apoio direto corresponde a um ordenado mínimo por cada trabalhador que conste a 31 de dezembro de 2020. Os 635 euros por trabalhador, até um montante máximo de 7.000 euros por empresa, serão pagos em duas tranches. A primeira já em março e a segunda dois meses depois. Esta segunda tranche  dependerá da manutenção do número de postos de trabalho. Apoiamos as empresas e, em simultâneo, protegemos os trabalhadores.

Este é um programa extraordinário, não apenas porque desejamos que controlemos a pandemia para rapidamente abrirmos a economia, mas também pela facilidade no seu acesso e pela celeridade com que vai decorrer.

 
Uma das queixas dos empresários aos apoios do governo é a demora na sua atribuição. A Câmara da Maia irá ter uma ação mais célere na entrega das duas tranches do subsídio?
 
Este é um programa extraordinário, não apenas porque desejamos que controlemos a pandemia para rapidamente abrirmos a economia, mas também pela facilidade no seu acesso e pela celeridade com que vai decorrer. A primeira tranche começa a ser paga aos empresários já em março. Tudo faremos para o processo seja ágil e que sejam assegurados todos os requisitos de elegibilidade.
 
Este programa que irá ter um valor global de 1,2 milhões de euros, que significado terá para os cofres da autarquia maiata?
 
A estes 1,2 milhões junta-se todo o investimento que o Município da Maia já fez em 2020 e em 2021 de combate à pandemia, mas também de apoio à economia e às famílias. Estamos a falar de muitos milhões de euros.
Felizmente, a Câmara Municipal goza de uma situação desafogada em termos financeiros, fruto da gestão cuidada que tem vindo a ser feita dos dinheiros públicos. É graças a esse trabalho e a essa preocupação constante que temos em 2021 o maior orçamento de sempre do Município e das empresas municipais, que podemos dar resposta às solicitações que nos chegam do SNS e das Autoridades de Saúde, bem como dos lares, mas também das IPSS que estão na linha da frente do combate às consequências sociais da pandemia.

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