Slot Cars voltam à Maia

0
127

É uma modalidade que ainda não está muito visível no nosso país, mas que começa a dar os primeiros passos, ou melhor, as primeiras voltas, na busca do reconhecimento. São carros à escala e correm como os grandes. Rápidos e ágeis, estamos a falar de Slot Cars. Portugal ainda está longe de ser uma “potência” desta modalidade, que tem como principal país a Espanha, mesmo aqui ao lado. Em busca dessa divulgação, acontece na Maia mais um torneio 24 horas de Slot Cars, já no fim-de-semana de 11 e 12 de Setembro, no Pavilhão Municipal de Crestins.

O ano passado a prova também aconteceu na Maia, mas no pavilhão da Nortecoope, em Vermoim. A mudança para Crestins acontece “na busca por melhores condições”, adianta um dos organizadores, José Oliveira. E também na busca de maior divulgação. Mas para que isso aconteça, há que desmistificar algumas ideias erradas no que diz respeito aos Slot Cars. “Existe uma ideia que associa Slot Cars a uma actividade de elites e isso é errado”, considera José Oliveira, que espera “gerar mais e mais praticantes” com a organização de mais uma maratona de 24 horas.

A prova em tudo se assemelha às 24 Horas de Le Mans, mas à escala de 1/32. De resto, o “espírito” é o mesmo do que a grande prova do calendário automobilístico. Durante o período da prova, são muitas as tendas que se montam no interior do pavilhão. Muitas são também as auto caravanas que vão estacionando no exterior. Os carros são à escala, mas o cansaço não. “Muitas vezes acabamos mais uma edição e dizemos que para o ano nem pensar nisto, mas depois acaba por ser mais forte que nós”, avança José Oliveira, em alusão à paixão pela modalidade. À semelhança de Le Mans, também há turnos entre os pilotos, que acumulam funções de comissários de pista, algumas das vezes. “Eu falo do caso da minha equipa, já temos um plano feito. Há várias funções e já estão distribuídas”. Rigor para uma actividade que “já está no sangue”, confessa José Oliveira.

No Pavilhão Municipal de Crestins são esperadas cerca de 200 pessoas a competir, distribuídas por 27 equipas, uma das quais vem directamente do Brasil. “Só prova que a competição está a ficar com nome mesmo lá fora”, remata José Oliveira.

Pedro Póvoas