Socialis promoveu festa da interculturalidade

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Gastronomia, objectos de decoração, bijuteria, desenhos, pinturas, trajes, dançares e cantares. São apenas alguns exemplos do que esteve em exposição no passado domingo, no Parque Central da Maia. E das mais diversas nacionalidades, já que preenchiam os stands do Dia Municipal do Diálogo Intercultural, promovido pela Centro Local de Apoio à Integração do Imigrante (CLAII) da Socialis – Associação de Solidariedade Social, no âmbito de um protocolo celebrado com o Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI).

Cerca de meia hora depois do previsto, porque se aguardava ainda a abertura de alguns dos stands, a presidente da direcção, Luísa Costa, inaugurava a feira na companhia da vereadora da Acção Social da Câmara da Maia, Ana Miguel Vieira de Carvalho, e do presidente da Junta de Freguesia da Maia, Carlos Teixeira. Seguiu-se a passagem pelas associações e entidades ali presentes, incluindo de fora do distrito do Porto. Por exemplo, de Sintra, Setúbal ou Santiago do Cacém.

Aos stands da organização juntaram-se a Kalina – Associação dos Imigrantes de Leste, a Associação Juvenil Luso-Africana Ponto nos Is, o Consulado de Moçambique, a associação Espaçop t, a Associação Comunidade de Bangladesh, a Associação de Apoio ao Imigrante Lusófono (AACILUS), a Associação Caboverdiana do Norte, a Associação de Amizade Luso-Turca, a Associação Maia Brasil, a Associação Senagalesa Amatte e a ESSALAM – Associação Imigrantes Magrebinos Amizade Luso-árabe.

Da Maia, marcaram ainda presença o grupo de Relações Internacionais do Instituto Superior da Maia e a tuna académica, o Grupo Regional de Moreira da Maia, o projecto Lidador da Santa Casa da Misericórdia da Maia, a Biblioteca Municipal Dr. Vieira de Carvalho, a Cultura e o Turismo da Câmara da Maia e as escolas EB 2,3 de Pedrouços e Secundária do Castelo.

Em termos de nacionalidades, a responsável pela Socialis confessou-se agradada por ter “mais de 15 países representados” nestes stands, contribuindo para concretizar o desígnio de fazer deste dia “uma festa da culturalidade, onde todos possam interagir”. Desta forma, concretizar também o objectivo primeiro do funcionamento do CLAII: “a integração, na sua plenitude, do cidadão imigrante na comunidade maiata e não só”.

Maia com “bastantes imigrantes”

Não havendo ainda dados concretos sobre o número de imigrantes no concelho, a vereadora da Acção Social admitiu no domingo que “são bastantes”, destacando a forte presença da comunidade brasileira. Ana Miguel Vieira de Carvalho referiu ainda que a Câmara da Maia partilha desta necessidade de integração plena destes imigrantes. Desde logo, “que estejam devidamente informados, que tenham o devido acesso à educação, à saúde, à justiça”. Daí que a autarca veja nesta iniciativa uma forma de sensibilizar a comunidade maiata portuguesa “para aceitar as pessoas que vêm de fora, da mesma maneira que já estivemos lá fora”.

Sobre os imigrantes em geral, seja qual for a nacionalidade, Luísa Costa admitiu que “vêm para ganhar dinheiro”. Daí que, no seu entender, exerçam qualquer profissão independentemente da sua formação académica, comprovando que “não têm o pejo que, muitas vezes, vemos nos nacionais”. Para facilitar essa integração laboral, é promovida formação a par de uma colaboração do CLAII com o Gabinete de Inserção Profissional, também a funcionar na Socialis.

A intenção da Socialis é para dar continuidade à promoção deste Dia Municipal do Diálogo Intercultural, apesar de serem “investimentos grandiosos”. Daí que só através de parcerias como a deste ano, com o ACIDI.

Marta Costa