Socialis rejeita ligações políticas

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Aos “enorme espanto e profunda indignação” manifestados pela Câmara Municipal da Maia, sobre os Gabinetes de Inserção Profissional (GIP) aprovados para o concelho, a Socialis – Associação de Solidariedade Social reage com espanto, desagrado e até indignação. Garante a vice-presidente da instituição que a candidatura visou apenas melhorar o serviço prestado à comunidade.

Negando qualquer ligação político-partidária, Paula Machado esclarece que a candidatura à criação de um GIP na Socialis surgiu do levantamento de necessidades e que isso deve ter sido levado em consideração no deferimento:

[audio:SOCIALIS_GIP.mp3]

Apesar de reconhecer que “não é um ataque directo à Socialis em termos políticos”, a direcção entende que as alegadas ligações político-partidárias ficam implícitas na carta enviada pela Câmara da Maia ao Secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional.

A direcção da Socialis lamenta ainda que, nesta carta, não fossem mencionadas as candidaturas da Santa Casa da Misericórdia da Maia (SCMM) para os centros comunitários do Sobreiro e de Vila Nova da Telha. E que foram aprovadas, confirmou a Primeira Mão a provedora da instituição, Lurdes Maia:

[audio:SCMM_GIP.mp3]

Sobre a não inclusão destes GIP na carta acima referida, o presidente da Câmara Municipal da Maia diz que não merecem contestação, sublinhando Bragança Fernandes o facto do Sobreiro ser uma zona que merece atenção:

[audio:BF_GIP.mp3]

O presidente da Câmara da Maia garante também que “não tem a ver com o projecto ‘Novos Laços’”, tendo sido apresentada pela autarquia, embora com a possibilidade de vir a instalar o GIP no espaço onde funciona esta projecto, na sede da associação “Os Vencedores de Sangemil”, de forma a servir “a totalidade da freguesia” de Águas Santas.

Sobre a carta enviada à tutela, Bragança Fernandes aguarda ainda resposta, reiterando que o mesmo aconteceu noutros concelhos do país.

Marta Costa

(Notícia desenvolvida na edição desta sexta-feira de Primeira Mão)