Socialistas votaram contra subsídios para a cultura

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“Quando uns são filhos e outros são enteados”. A expressão é usada pelos vereadores do Partido Socialista (PS) na Câmara Municipal da Maia na sequência da atribuição de subsídios às associações recreativas e culturais, bandas de música, grupos de teatro e demais instituições de índole cultural, aprovados na última reunião de executivo. Os socialistas votaram contra a proposta porque entendem que, tendo em conta a importância das colectividades culturais e recreativas na difusão da cultura e da sua proximidade com a população, os cerca de 35 500 euros atribuídos a 19 associações é “manifestamente insuficiente”.

Em nota de imprensa, os três vereadores eleitos pelo PS para o executivo camarário afirmam que não ficaram “espantados” com a verba atribuída quando constataram que no programa eleitoral do PSD, no âmbito da cultura, “apenas” verificaram como nova actividade da câmara municipal a constituição “utópica de um pólo de indústrias criativas e mais nada de substancial para uma verdadeira política cultural no concelho da Maia que passe pelo apoio às associações e aos artistas maiatos”.

Os socialistas vão mais longe e fazendo uma comparação com os cerca de “1.200.000 euros” atribuídos às colectividades desportivas, dizem que a cultura assume o papel de “parente pobre” do desenvolvimento do concelho. “Podemos dizer, claramente, que “uns são filhos e outros enteados”, acrescenta a nota de imprensa.

Os vereadores da oposição consideram também que “por uma questão de transparência e equidade”, era necessário a existência de critérios para a atribuição dos subsídios. No entanto, “entendeu a maioria PSD, mais uma vez, apresentar a distribuição de verbas para as associações culturais e recreativas sem qualquer critério”, denunciam.

O PS acrescenta ainda que as associações culturais e recreativas merecem da parte da maioria PSD um “maior respeito” pelas suas actividades e um “maior apoio” no desenvolvimento da cultura. E aproveita para tecer críticas à câmara municipal que acusa de se “abster de promover um programa cultural para o concelho, onde se incluam as associações e os artistas maiatos”. “A cultura é, por excelência, um pólo de desenvolvimento de uma terra e de um povo. Os maiatos merecem mais”, conclui a nota de imprensa.

Isabel Fernandes Moreira