Sonae alcança certificado internacional (vídeo)

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O Centro de Negócios da Sonae, na Maia, recebeu a certificação LEED (Leadership in Energy & Environmental Design) da United States of Green Building Council (USGBC), cuja entrega ocorreu na manhã de quarta-feira.

A empresa portuguesa atingiu o nível Gold, a mais elevada distinção atribuída a um edifício pela entidade mundial de certificação de projectos imobiliários sustentáveis em toda a Península Ibérica e que permeia as suas características no desenvolvimento sustentável e da eficiência ambiental, juntando-se assim a um grupo restrito de 1700 edifícios, de entre 30 mil em todo o mundo.

A Sonae investiu um total de 15 milhões de euros para poder preencher os cerca de 100 requisitos impostos pela USGBC. Entre os itens que deram esta distinção ao edifício maiato da empresa destacam-se o aquecimento e o arrefecimento garantidos por calor excedentário de um processo industrial de geração de electricidade, 50% de redução no consumo de energia para iluminação (controlo do sistema de iluminação em função das condições de luz natural e de ocupação), 40% de redução de consumo de água potável (descargas sanitárias 100% com água reciclada de lavatórios e chuveiros), 95% dos colaboradores com luz natural e vista para o exterior, estacionamento prioritário para automóveis “eco-eficientes” e autocarro dedicado ligando o edifício às estações de metro mais próximas.

O presidente do Conselho de Administração da Sonae, Belmiro de Azevedo afirma que este é um exemplo a seguir: “A nossa empresa está firmemente empenhada em contribuir para a sustentabilidade do planeta e das gerações futuras. O Sonae Maia Business Center é um marco importante de eficiência ambiental e o seu exemplo devia ser seguido em Portugal, tanto por entidades públicas como privadas”.

No descerrar da placa, para além da representante da USGBC Courtney Yan, esteve também presente o ministro da Economia, Inovação e Desenvolvimento, Vieira da Silva, que disse “ser uma inspiração e referência para o país”, e referiu que este é um desafio de futuro que não deve ficar por aqui: “Há um dimensão crítica de introduzir melhorias e eficiência energética e ambiental nos espaços já existentes. É um desafio difícil, especialmente num país com a estruturação urbana do nosso. No entanto, é também um desafio inevitável. Espero que este investimento não se fique por estes edifícios de chave na mão, mas que entre na área da melhoria ambiental e energética dos edifícios já construídos”, concluiu o ministro.

André Cordeiro