Sonae com novo parque logístico

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A Sonae inaugurou na sexta-feira, ao final da manhã, o Parque Logístico no Parque de Negócios de Empresas, na Maia. A cerimónia de inauguração contou com a presença do presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes, e do Chairman da Sonae, Belmiro de Azevedo.

Trata-se de um projecto considerado exemplar em termos de sustentabilidade e eco-eficiência de edifícios. É composto por áreas para escritórios e serviços, indústria e logística de retalho e ocupa uma área total de terreno de 326 mil metros quadrados, com área de construção acima do solo de 193 mil metros quadrados dos quais 126 mil estão já estão construídos.

 

A Sonae investiu em novos edifícios, na reconversão de edifícios existentes e nas infra-estruturas cerca de 86 milhões de euros, dos quais 68 milhões de euros dizem respeito ao parque logístico e escritórios do negócio de retalho.

As infra-estruturas do Parque de Negócios das Empresas Sonae que se destinam à armazenagem e logística equivalem, de facto, a um novo paradigma em Portugal para este tipo de serviços”, garantiu Belmiro de Azevedo. Além da componente tecnológica, que caracteriza todos os edifícios do complexo, o chairman da Sonae acrescenta que o Parque de Negócios “incorpora todos os princípios de sustentabilidade de referência internacional e que estão também na génese da Sonae, quer do ponto de vista ambiental, quer do ponto de vista social”.

No caso dos espaços dedicados à logística, cujos armazéns ocupam cerca de 42 por cento da área total de construção do Parque de Negócios, existem cerca de 68 mil m2 de área de armazenagem nova ou renovada destinada a produtos alimentares e não alimentares, em temperatura ambiente; frio positivo e frio negativo.

A empresa refere que o projecto é de tal forma “original e inovador” que na cobertura de um dos armazéns foi criada uma vasta área verde para fins lúdicos e de lazer, com área equivalente a quase dois campos de futebol. As caves dos armazéns foram utilizadas para a construção de parques de estacionamento para 1.600 viaturas.

Este projecto, que teve início em 2006, contempla novos edifícios e a requalificação de infra-estruturas e espaços envolventes existentes. Nesse sentido, sublinha ainda o chairman da Sonae, “procedemos à renovação total das instalações originais da Sonae, inclusive de uma prensa de laminados dos anos cinquenta, introduzimos os sistemas de co-geração de ciclo combinado e Chiller de absorção, que permitem consumos mais eficientes da energia”.

A funcionalidade é um dos vectores estruturantes do edifício, tanto em termos de circuitos interiores como de ocupação de espaços. No entanto, o factor diferenciador do projecto foi, desde o seu início, o cumprimento escrupuloso das regras da eco-eficiência e sustentabilidade de edifícios tendo sido seguidas as melhores práticas a nível mundial, referiu Luís Moutinho, administrador do Modelo / Continente.

Mas um edifício só pode ser considerado “ecoeficiente” se for capaz de proporcionar aos seus ocupantes um ambiente interior saudável, confortável e atractivo sem que tal penalize mais do que o estritamente necessário o ambiente exterior. Por isso, o projecto e a construção do edifício foram orientados para garantir um ambiente interior de excelência e, simultaneamente, minimizar impactos ambientais tais como os resultantes do consumo de energia e água, da utilização de materiais de construção, da geração de resíduos, bem como os ligados às águas pluviais, ao transporte de colaboradores.

Belmiro de Azevedo enalteceu o projecto, dizendo ser “importante para o Grupo Sonae, para a Câmara da Maia, para o Norte e para o país”. E sem querer mandar recados aconselhou o Governo a aplaudir mais os empresários, não a criticar.

O Chairman da Sonae aproveitou ainda para anunciar a sua retirada, ou o fim da sua interferência nos negócios, como referiu. “Eu encerro aqui a minha interferência activa nos negócios da Sonae SGPS. Logo à noite, terei o prazer de ser convidado e o Paulo terá a obrigação de dirigir os trabalhos”. Belmiro de Azevedo acrescentou ainda que o ciclo continua.

Isabel Fernandes Moreira