T-Box é projeto de professores para motivar alunos na EB 2,3 da Maia

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A Escola EB 2/3 da Maia acolheu um intercâmbio de professores, que estão envolvidos num projeto internacional para melhorar as ferramentas pedagógicas dos docentes.

O projeto chama-se T-Box (o mesmo será dizer caixa de ferramentas) e insere-se numa parceria Estratégica Erasmus + na Ação Chave 2 no domínio da Educação Escolar. Tem como parceiros a empresa Apload, através do seu Departamento de Avaliação e Planeamento Social que coopera com o Agrupamento de Escolas Gonçalo Mendes da Maia.

Os objetivos deste projeto centram-se no desenho, desenvolvimento, implementação e preparação de atividades de e para professores que envolvam e motivem os alunos na sua aprendizagem.

“Tudo começou por um convite de um parceiro búlgaro de longa data para tentarmos implementar um projeto na área escolar”, começou por explicar José Carlos Bronze, coordenador do Departamento de Avaliação e Planeamento Social da Apload.

“Acolhemos esse convite com agrado, porém era necessário criar uma parceria com uma escola nacional. Nesse sentido, contactámos a Escola EB 2/3 da Maia, que se mostrou bastante recetiva desde o primeiro momento”, frisou.

A parceria é constituída ainda por escolas e outras instituições de Espanha, Dinamarca, Polónia e Bulgária, estando a coordenação do projeto a cargo da Escola Secundária 119 “Academician Mihail Arnaudov” em colaboração com a Associação “Know and Can”, ambas sediadas em Sófia, Bulgária.

A escola vai testar a caixa de ferramentas (T-Box)

“Necessitávamos de uma escola que testasse os produtos que nós pretendemos criar no projeto: a caixa T-Box (tem um duplo significado: tools box ou teachers box), que consiste num conjunto de instrumentos numa caixa que o professor pode usar em contexto sala de aula para criar atividades de motivação para os alunos”, explica José Carlos Bronze.

“O outro produto é fundamentalmente a mesma coisa, mas funciona através de uma aplicação para smartphones, porque o professor pode nem ter a caixa com ele, mas o telemóvel tem sempre. A ideia é que possa utilizar o mesmo material através do telemóvel”, acrescenta o responsável da Apload, que supervisiona a avaliação e monitorização de todo o projeto.

A empresa parceira criou os instrumentos de avaliação e vai proceder a esse trabalho nos cinco países através de questionários online, encontros transnacionais ao longo e no final do projeto, altura em que será feito o relatório de avaliação.

Durante a implementação do projeto está prevista a realização de um conjunto de cartões, em diferentes línguas, com métodos/atividades interativas a serem implementadas em salas de aula, por qualquer professor, em qualquer disciplina, de forma a promover o interesse e a motivação pela aprendizagem.

Estes cartões com 25 atividades estarão agrupados em cinco categorias: “Sense It (the 5 senses: hearing, taste, smell, touch, vision)” é a categoria a ser implementada pelo Agrupamento Gonçalo Mendes da Maia.

As outras categorias serão “Move It”; “Feel It (emotions)”; “Think It”; “Express It” e terão como público alvo alunos do 5º ao 7º ano.

Irene Tiago salienta a utilização das novas tecnologias e a aprendizagem através dos cinco sentidos

“As atividades servem para estimular o pensamento crítico e utilizar as novas tecnologias”, explicou Irene Tiago, professora responsável pelo projeto na Escola EB 2/3 da Maia. Por outro lado, a inovação do projeto reside na utilização dos cinco sentidos no processo de aprendizagem: “qualquer atividade que vamos implementar terá de focalizar os cinco sentidos”.

“O professor sentindo que os alunos estão a perder o foco, recorre a esta caixa que terá consigo e irá criar uma atividade que está descrita num cartão, chamando novamente a atenção para aquilo que estava a ser trabalhado”, realça José Carlos Bronze.

O projeto é financiado pela Agência Nacional Erasmus + e tem a duração de dois anos (outubro de 2017 a setembro de 2019).
Depois de concebido o projeto, a ideia é alargar ao maior número possível de escolas, professores e alunos para que tenha a maior utilização possível.

Por enquanto, “precisamos da visão dos professores para perceber se estamos a trabalhar num bom caminho e precisamos que os materiais sejam testados pelos alunos para saber o que funciona e o que necessita ser afinado”, explicou o coordenador do projeto.

DC