Taxa de ocupação turística na Maia ultrapassa os 100%

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O Porto e Norte de Portugal é hoje a terceira economia turística portuguesa em termos de proveitos de alojamento e com uma média de crescimento das dormidas anual acima dos 10%. O que se fica a dever, em grande medida, à regeneração e aumento da competitividade do seu tecido económico.

Observados os mercados internacionais, que representam cerca de 53% das dormidas, constata-se que a Espanha e a França são os mercados mais relevantes.

Face a esta tendência de crescimento da Região Norte, o município da Maia diz estar atento às oportunidades do setor, afirmando que “é fulcral aproveitar as oportunidades de procura e continuar a aposta na promoção turística de forma concertada, através da celebração de parcerias e de projetos de dimensão sustentada, que possam atrair diversos nichos de turistas”.

No que concerne à Maia, “esta tem acompanhado a tendência de crescimento do Turismo nacional e regional, apresentando resultados acima da média nacional”.

2016 foi o ano de maior procura

O Maia Welcome Center recebeu em 2016, 240.029 turistas / visitantes, provenientes na sua maioria de 1º Portugal, 2º Espanha, 3º França e 4º Brasil, que participaram e procuraram preferencialmente informação sobre eventos, mobilidade e artesanato.

Em termos de idades aparece em primeiro lugar, com 51%, o grupo dos maiores de 61 anos, seguidos da faixa etária 41- 60 com 17% e com 16% os de 21- 40 anos.

Na área da hotelaria, a Maia está a monitorizar 6 hotéis, correspondendo a uma amostra do total de estabelecimentos hoteleiros (10) existentes no concelho. Relativamente a alojamento local a Maia regista 18 unidades, distribuídas pelo concelho com um total de 179 camas. No ano de 2016, registaram-se 116.947 dormidas e com um total de 87.632 hóspedes, sendo que 52,5% provenientes da Europa e 38,4% portugueses. O resultado indica que 2016 foi o ano com maior procura.

A estada média nos hotéis da Maia é de 1,3 noites. “Considerando o total de dormidas apuradas, a Maia registou uma taxa de ocupação invejável de 101,7%, muito acima da taxa de ocupação acumulada na Região do Porto e Norte que se situa nos 62,1%”, aponta a autarquia.

Turismo de negócios; city breaks; gastronomia e vinhos

Neste momento, a autarquia considera que os seus três principais produtos turísticos são negócios, city breaks, gastronomia e vinhos.

Definidos os produtos, o município pretende diversificar e apostar num turismo de qualidade, prevendo alinhar, em primeiro lugar, “uma grande concertação de políticas e estratégias a nível metropolitano e regional bem como a execução de alguns projetos catalisadores e estruturantes na Maia, como a criação de um parque temático, instalação de elevador panorâmico na Torre Lidador, remodelação do Zoo da Maia, campo de golfe, hipódromo de nível internacional, ampliação do Museu, criação de um novo Centro Cultural, abertura de novos hotéis, entre outros, que visam mais e melhor turismo”.

Para estes projetos, o município pretende candidatar-se a fundos comunitários, a par da captação de investidores privados. A estratégia é o reforço da posição da Maia no contexto da Grande Área Metropolitana do Porto e da Região Norte.

Para crescer diversificando e inovando, a autarquia tem por base os elementos recolhidos pelo Observatório de Turismo da Maia, referentes ao número de turistas e visitantes que procuraram o Maia Welcome Center durante o ano de 2016, bem como às taxas de ocupação hoteleira.

Município pretende captar agentes económicos para investimento

A partir daqui, o município vai implementar ações a curto e a médio prazo, no sentido de complementar as potencialidades de desenvolvimento e de dar a conhecer aos agentes económicos privados a Maia como um território apetecível ao investimento.

A curto prazo (ano 2017), as ações serão direcionadas para a promoção de animação concelhia e promoção da imagem da Maia como “cidade moderna”, adianta o executivo de Bragança Fernandes.

Já a médio prazo (2017-2020), o executivo prevê a “evolução, em termos qualitativos, do perfil da oferta turística no concelho, especificamente, ao “nível do alojamento, desporto e da cultura”.

Angélica Santos