Testes nas escolas apenas resultaram em 11 positivos (universo de 3.600)

0
216
imagem Angélica Santos
- Publicidade -

Num universo de 3.600 testes realizados nas escolas, apenas 11 acusaram positivo.

Depois de no dia 6 de janeiro, a Maia ter dado o arranque a uma operação de testagem à comunidade educativa, que abrangeu 4 dias, o presidente da Câmara da Maia referiu no final da semana passada que os resultados foram muito bons.

Assim, após a realização de 3.600 testes a professores e funcionários das escolas do concelho, Silva Tiago divulgou que houve 11 testes que acusaram positivo, “felizmente, o balanço é muito residual”, afirmou.

O autarca lembrou que foram realizados cerca de 3.600 testes rápidos antigénio, esperando que possa haver reforço desta medida. Silva Tiago referiu que, “com este confinamento, o Sr. primeiro ministro disse ao país que ia dar um grande impulso a essa testagem, que já fizemos aqui felizmente, mas que vamos continuar”.

“Conforme disse o primeiro ministro, as escolas e universidades vão estar abertas, portanto, esse teste é crucial”, sublinhou o autarca maiato, “para dar seguimento àquela política que tão bem temos seguido que é – testar, identificar e isolar”.

São três vertentes – testar, identificar e isolar – a que a autarquia da Maia tem vindo a focar as atenções para impedir o avanço da pandemia.

A vertente dos testes implanta-se no município com «dois centros de rastreio, com brigadas móveis prontas para operar em todos os estabelecimentos de educação e ensino da rede pública e solidária, estruturas residenciais para idosos da rede social e lucrativa, bem como nas estruturas de acolhimento residencial de crianças, jovens em risco e pessoas com deficiência», de acordo com documento informativo da Câmara da Maia.

Desde março até ao dia 4 de janeiro deste ano já haviam sido realizados 21.500 testes. Sendo que foram realizados mais 3.600 nesta campanha junto das escolas a partir de 6 de janeiro.

Na vertente Identificar – o objetivo é controlar as cadeias de transmissão da Covid19 garantindo a verificação assídua da situação epidemiológica no território do Agrupamento de Centros de Saúde de Maia/Valongo (ACES Maia/Valongo).

Neste âmbito, a Câmara da Maia já disponibilizou 10 técnicos para colaborarem no Projeto de Rastreio Colaborativo à Covid19, integrados no projeto “Vamos Salvar Portugal”. Existe um call center na Maia e outro em Valongo, que realizam contactos com doentes Covid19 e rastreiam os seus contactos de risco.

Até ao final da semana passada, altura em que a Câmara da Maia fez uma visita para balanço deste call center a funcionar na sede da antiga Junta da Cidade da Maia, já haviam sido contactadas mais de 33 mil pessoas.

«Este projeto pretende interromper de forma mais célere as cadeias de transmissão da pandemia na comunidade, através da redução do grande número de inquéritos epidemiológicos em atraso, dada a escassez de recursos humanos disponíveis nas entidades de Saúde Pública».

Neste momento, na Maia, é possível «testar e isolar em 48 horas», refere informação da autarquia.

Quanto à terceira vertente da frente de combate à Covid – Isolar – «a Câmara da Maia disponibilizou na primeira vaga duas estruturas para acolhimento de doentes Codi19 e não Covid19. Uma numa Unidade hoteleira da cidade com 85 camas e outra numa escola com 125 camas, respetivamente».

A Câmara da Maia esclarece ainda que «atualmente, temos disponível uma estrutura de retaguarda, para eventual necessidade de alojamento de pessoas em isolamento profilático ou em situação de infeção confirmada da doença Covid19 que, face à avaliação clínica, não determine a necessidade de internamento hospitalar, contando para tal com a reserva de uma unidade hoteleira com 45 camas, em regime de T1».

- Publicidade -