“Um dia histórico para Gemunde”

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O dia 17 de Novembro de 2001 ficou marcado pelo lançamento da primeira pedra. O dia 9 de Agosto de 2009 vai ficar na memória por causa da inauguração oficial do Centro Cívico de Gemunde. O espaço que está agora ao serviço da população. Tem um auditório polivalente, centro de dia e convívio, sala para reuniões e assembleia, salão livre para diversas actividades, sala para formação multimédia, gabinete de apoio médico, sala de estudo e biblioteca, entre outras valências.

A sessão solene de inauguração decorreu no domingo à tarde, com direito a banda de música, hastear de bandeira e largada de balões. E a data não foi escolhida ao acaso, garante o presidente da Junta de Freguesia de Gemunde, Eugénio Teixeira. Foi escolhida porque no mesmo dia foi inaugurado o carrilhão com nove sinos, na Igreja Matriz, e comemoraram-se os 150 anos da Igreja de Gemunde. “É um dia histórico para a freguesia”.

 

Depois, foi descerrada a placa evocativa do acto e o pároco de Gemunde, Domingos Jorge, procedeu à bênção do edifício.

Mas como as obras são feitas pelos homens, o autarca não quis deixar de recordar alguns que começaram esta empreitada. Destaque para Joaquim Oliveira e José Vieira de Carvalho, autarcas já falecidos que impulsionaram “este sonho”. Eugénio Vieira não esqueceu também outros elementos já desaparecidos e que estiveram também ligados ao projecto.

E na sua ausência chamou os seus representantes e entregou-lhes uma lembrança. Ainda pelo meio do seu discurso, foi apresentado um vídeo com a história, potencialidades, usos e costumes da freguesia.

O edil de Gemunde agradeceu a todos quantos colaboraram na empreitada, que custou cerca de um milhão e 500 mil euros, em particular à Câmara Municipal, que comparticipou o projecto em 75 por cento e lamentou que o apoio do Estado “se tenha ficado pelos três por cento”.

Os dois presidentes foram, aliás, recordados em todas as intervenções. Da sua parte, o presidente da Assembleia de Freguesia, Manuel Codesso, recordou o início do processo. Na altura, há mais de uma dezena de anos, “tínhamos feito um estudo para um centro bem mais modesto”. Mas numa reunião com José Vieira de Carvalho, este convenceu-os de que Gemunde merecia “algo com mais nobreza e mais dignidade”. E foi assim que nasceu este edifício.

Já o presidente da Assembleia Municipal da Maia, Luciano Gomes, realçou o orgulho que devem sentir não só as gentes de Gemunde, mas as gente de toda a Maia por assistir a uma inauguração deste vulto e deixou falar o coração para afirmar que: “cada vez me orgulho mais de ser maiato e ser autarca”. E publicamente agradeceu ao presidente da Câmara Municipal pela “forma segura com que abraçou o trabalho autárquico, com um caminho traçado, sem vacilar, estando atento hora a hora ”. e também por ele “continuarei a tudo fazer para levar este concelho ao lugar que ele merece”.

A Câmara Municipal e a Junta de Freguesia procuram, cada vez mais, o melhor para os seus munícipes, referiu o presidente da edilidade maiata, Bragança Fernandes. É por isso, acrescentou, que apostam na modernização dos serviços municipais, tendo em vista um melhor desempenho. Segundo presidente, a comprovar esta aposta está o facto de desde 2004 terem sido inaugurados nove edifícios sede de Juntas de Freguesia. E acabou por dar uma boa notícia ao presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro de Avioso, presente na sala. “Adquirimos o terreno para instalar o centro cívico. A obra deverá arrancar no primeiro trimestre de 2010”, afirmou.

Tal como tem vindo a ser hábito, Bragança Fernandes referiu ainda que no passado domingo foi dado mais um passo para a construção da história “colectiva” da Maia. “Hoje, criamos e fazemos o futuro. Estamos a construir a Maia do século XXI”. E tal como tem feito em outros locais, o autarca enumerou as obras que estão a decorrer em Gemunde, entre as quais a requalificação da urbanização da Seara, a requalificação do largo Terra Branca, a construção de um parque infantil no empreendimento social da Bajouca, um espaço de treinos para o S. Cosme Ténis de Mesa, a requalificação de passeios e ruas e a requalificação de todas as escolas da freguesia. “São milhões de euros para continuar o desenvolvimento desta terra”, conclui Bragança Fernandes.

Isabel Fernandes Moreira

1 COMENTÁRIO

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