Um novo ano sem grandes mexidas nos preços

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Com a chegada do novo ano há sempre preços novos. Mas este ano, devido ao cenário de crise, haverá menos mexidas que noutras mudanças de calendário. É certo que a electricidade ficará mais cara em 2010, com um aumento de quase um euro numa factura média de 40 euros. O aumento é de 2,9 por cento, segundo determinado pela ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energético. Na Madeira, a subida será de 2,5 por cento e nos Açores de 2,1 por cento.

Ainda na energia, o preços do gás mantém-se, pelo menos até Julho, altura em que serão conhecidas as novas tarifas para os consumidores domésticos. Na água, cada município é um caso, uma vez que as tabelas são aprovadas pelos serviços municipalizados ou empresas concessionadas de cada concelho.

Para quem tem casa arrendada, as rendas não aumentam para os inquilinos que tenham contratos posteriores a 1990. Uma situação que abrange mais de 300 mil inquilinos. Será a primeira vez em 30 anos que as rendas das casas não são aumentadas. É uma circunstância que deriva da legislação em vigor prever que as rendas sejam actualizadas em função da inflação. Como inflação média dos últimos 12 meses está nos 0 por cento, não há aumento das rendas das casas e outras superfícies alugadas.

Pelo menos no início do ano, as prestações da casa também não devem registar mudanças. As taxas de referência do Banco Central Europeu deverão manter-se em 1 por cento nos próximos tempos. Mas há vários especialistas que prevêem uma mudança, com o aumento da taxa, o mais tardar no segundo semestre de 2010.

Os transportes públicos urbanos e suburbanos também vão permanecer, pelo menos até Julho, altura em que é feita uma revisão dos preços. Também os táxis vão manter os valores. Também devido à taxa de inflação zero, as portagens não vão ter alterações, com excepção para os sublanços Palmela – Nó de Setúbal (A2/A12) e Montijo – Pinhal Novo.

O pão e o leite também não deverão aumentar em 2010, avançaram à Lusa responsáveis dos sectores da panificação e dos produtores de leite. Os CTT – Correios de Portugal não têm qualquer alteração prevista nos tarifários. Já a Portugal Telecom (PT) anunciou uma descida do preço das chamadas fixas em cerca de 10,5 por cento, além de prever a oferta de comunicações ilimitadas dentro da sua rede aos fins-de-semana a partir do dia 1 de Janeiro.