Um passeio de animais… ou de carros?

0
191

E se por um dia a cidade do Porto se visse invadida por bocas de sapo e dois cavalos? Das duas, uma: ou era uma fuga de animais do campo da periferia ou um passeio de clássicos da Citroën. Sosseguem-se os donos das explorações agrícolas porque o que vai acontecer no próximo dia 26 é mesmo a segunda hipótese. E é a nona vez que a “invasão acontece”. Trata-se da edição IX do Passeio de Clássicos Citroën que mais uma vez vai andar pela invicta. O encontro deste ano tem como lema “Tradição e Inovação”.

Para fazer jus ao lema que rege o encontro deste ano, há uma novidade. Não só vão desfilar clássicos de ontem como também carros contemporâneos, como é o caso do desportivo Citroën DS3. A intenção é fomentar o desenvolvimento de um clube dedicado a este modelo, como revela o administrador do grupo Filinto Mota, Gualter Mota Santos. Lado a lado vai estar “a tradição dos antigos com a inovação do DS3”, revela o responsável pela empresa. Esta intenção vai de encontro ao “papel” que a empresa quer assumir junto dos clientes, ao não ser só “um concessionário e reparador” mas sim atingir uma ligação “mais emocional e mais activa, e conseguir que as pessoas se divirtam com a tradição dos automóveis”.

Automóveis que devem ultrapassar as duas centenas para este encontro. Pelo menos foi assim no ano passado, com o total de 210 viaturas. Não era assim no início, quando só apareciam aos encontros poucas dezenas de carros. Fase ultrapassada, agora é sempre a olhar em frente e a subir. E de uma maneira natural: “As pessoas vão falando umas com as outras e assim vamos aumentando o número de participações”. Gualter Mota Santos recorda o momento em que o “boca de sapo” comemorou as bodas de ouro. Nessa data, em 2005, o passeio juntou 77 viaturas desse modelo, num encontro que juntou 102 Citroëns. “Ficámos admirados com a quantidade de amantes da marca que se dedicam aos carros antigos”, revela o administrador do grupo portuense.

Para o encontro deste ano, já no próximo dia 26, são esperados cerca de 200 carros com a concentração inicial na Avenida dos Aliados, bem no coração do Porto. A caravana sobe depois a Rua Costa Cabral em direcção à Via de Cintura Interna. Já dentro desta via estruturante da cidade, os clássicos serpenteiam até ao Freixo e daí dirigem-se à Circunvalação, que vai ser percorrida na totalidade até Matosinhos, à rotunda da anémona. Da terra dos pescadores seguem sempre à beira-mar até ao Castelo do Queijo e Castelo de São João da Foz. No sítio onde o Douro desagua os carros dão “meia-volta” e regressam ao Castelo do Queijo para tomar a Avenida da Boavista. É nessa artéria que os clássicos vão repousar, em frente à Fundação António Cupertino de Miranda.