Uma venda de Natal que é um sucesso

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Pelo oitavo ano consecutivo, a Creche Infantário de Milheirós, juntamente com o Centro Social de Milheirós, levaram a cabo a tradicional venda de natal, que decorreu durante a tarde do passado domingo. A venda tem oito anos, mas só há seis é que junta as actividades dos mais novos e dos mais velhos. Ao infantário pertenceram as primeiras duas vendas, com o centro social a juntar-se à iniciativa na terceira edição da venda.

A coordenadora da Creche Infantário de Milheirós, Ana Luísa Fonseca, revelou que a união entre as duas valências do espaço surgiu como uma "necessidade de mostrar também o trabalho dos idosos do centro de dia, numa maneira de mostrar o trabalho dos mais seniores à comunidade". Opinião que é comum à coordenadora do Centro de Dia de Milheirós, Monserrat Pedrola. A responsável pelos mais idosos adiantou também que "é uma forma dos mais velhos conviverem com a comunidade maiata, é uma iniciativa interessante".

O balanço dos últimos oito anos é positivo. Ana Luísa Fonseca revelou que nas últimas vendas de natal "são quase 400" as pessoas que passam para ver e comprar os artigos. A ideia é a de "continuar a movimentar todas as pessoas que estão envolvidas com o infantário e o centro de dia, assim como familiares e amigos".

Parte da venda deu "muito trabalho a preparar". A "queixa" é, em grande parte, de Ana Luísa Fonseca, responsável pelos mais pequenos e, naturalmente, mais irrequietos. "Desde Setembro que estamos a preparar a venda de natal". No que toca aos idosos, o cenário é mais "sossegado". "Os utentes do centro de dia têm trabalho em actividades plásticas durante o ano, o ritmo de trabalho deles é diferente do das crianças. Eles vão fazendo as coisas durante o ano". Ao contrário dos mais pequenos, já que "o trabalho pedagógico não envolve só a venda, e o tempo para estas actividades escasseia". Prazos que acabaram por ser cumpridos, apesar do desabafo de Ana Luísa Fonseca: "a última semana então… isso é que foi".

O plano monetário ficou para segundo plano e as responsáveis não receiam a crise económica. "O dinheiro angariado não é o mais importante, o que interessa mesmo é o convívio entre as pessoas".